''Dali se pode assistir aos trabalhos do mar''

ENTREVISTA[br][br]Paulo Mendes da Rocha. Arquiteto

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

Breve papo com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha sobre seu mais novo desenho.

O seu edifício visa a requalificar uma região?

Não. A grande graça daquilo é que não se trata da recuperação de áreas portuárias ou coisa do tipo. O porto de Vitória é um porto histórico extraordinário, e a baía é um abrigo entre a ilha e o continente. É a ocupação de territórios novos para a cidade naqueles "ganhados do mar". É um lugar monumental por si só, porque dali se assiste aos trabalhos do mar, a pesca, a estiva. O que fiz foi o projeto de um foyer com os pilares dentro d"água. Até porque o lençol freático ali é muito alto.

Um tipo de palafita modernista?

Acho que é mais veneziano, com os "vaporettos" passando por ali. Ali se podem fretar caiaques, os navios passam. A paisagem se move. Projetei um café aberto para fora, homenagem ao antigo Bar Sagres da Praça 8.

Fizeram relação de seu projeto com Vilanova Artigas...

Não tem a ver. Não são pontos de apoio, são pilares até que bem robustos.

Alguém também falou no prédio como um "navio ancorado"...

É uma ideia tola também. Navio é navio, cidade é cidade.

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