Jenna Schoenefeld/The New York Times
Jenna Schoenefeld/The New York Times

Dá o Play | Dicas para a produção de podcasts em quarentena

Isolamento social tem alterado a rotina de produtores de podcasts

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2020 | 03h00
Atualizado 19 de maio de 2020 | 16h08

Mesmo produtores profissionais de podcasts, que costumam gravar em estúdios e com equipamento profissional, tiveram que se adaptar à quarentena e levar consigo a responsabilidade de manter um programa no ar sem acesso irrestrito tanto às ferramentas técnicas quanto ao pessoal qualificado.

Para tentar medir a temperatura dessa transformação no ato, conversei com produtores sobre a questão e reuni algumas dicas básicas, listadas no final deste texto.

Lucas Patrício, da produtora de podcasts Half Deaf (que está fazendo o trabalho de assessoria para produtores seguirem gravando seus programas), compartilha com os leitores que os desafios que o distanciamento físico traz são similares ao de qualquer projeto: planejamento, alinhamento de estratégias, organização e execução. Com uma lista diversa de clientes, ele conta que a demanda pelos seus serviços não diminuiu, mas se alterou. “A qualidade do trabalho só pode ser alcançada quando as pessoas têm espaço para trabalhar suas questões pessoais em meio a tantos desafios”, disse ele à coluna.

Vamos a algumas dicas:

  • Som

A qualidade de gravação é muito importante, porque basicamente define se o ouvinte vai ouvir até o final ou sair nos primeiros segundos.

  • Pauta

Mas ainda mais importante é o conteúdo, porque ouvintes se importam mais com ele do que com eventuais chiados ou interrupções na gravação.

  • Ambiente da gravação

Também é muito importante. Uma sala grande e vazia provoca muito eco, o que torna mais difícil para ouvir. Mesma coisa para um ambiente externo com barulho – o vento é um grande inimigo.

  • Pedidos para o entrevistado

Quando for o caso de uma entrevista remota, é legal pedir para o entrevistado se atentar a isso também (ambiente silencioso, evitar salas muito grandes sem móveis, por exemplo). Dê preferência a ligações em telefone fixo.

  • Maneirismos

Portanto o ideal é evitar expressões como “ahams”, “sim”, “entendi”, “é isso”. Claro que a conversa tem que rolar naturalmente, mas tentar evitar ao máximo esses maneirismos.

  • Opinião pessoal

Sempre achei que o podcaster não precisa falar algo como “estamos aqui com a Fernanda Montenegro na linha para o podcast, etc., etc”. Isso engessa e parece chato. O cara já clicou no podcast e sabe o que está prestes a ouvir. Um clima mais descontraído (apenas “deslizar” direto para a conversa), na minha opinião, é um convite mais atraente para o ouvinte.

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