Cyro Baptista volta ao País para mostrar 'Vira-Loucos'

O telefone de Cyro Baptista em Montclair, New Jersey, é o primeiro a tocar quando algum fera do jazz ou da world music pensa em percussão autoral, que vá além do arroz e feijão e traga ao som ritmos e texturas pouco convencionais. Por esse motivo, e por morar à margem do Rio Hudson há mais de 30 anos, qualquer introdução que se faça de seu trabalho, em seu país de origem, não deixa de mencionar, em alguma parte do texto, Herbie Hancock, Yo-Yo Ma, Paul Simon, Lionel Loueke, John Zorn e a lista telefônica de bambas com quem Cyro se associa.

AE, Agência Estado

03 de setembro de 2012 | 10h41

Mas ao mesmo tempo em que esse currículo estabelece o percussionista paulistano, radicado em Nova York desde os anos 80, como um dos craques brasileiros mais respeitados na primeira divisão do jazz internacional, ele ofusca a importância de seu trabalho solo, uma cativante mescla de jazz experimental com suingue brasileiro, teatro e humor, que tem recentemente chamado a atenção no Brasil. Em 2011, Cyro esteve por aqui para testar as águas, e foi ovacionado no Sesc Pompeia por uma plateia que, em primeira instância, parecia não entender o melange rítmico de sua banda, mas foi gradualmente seduzida pelo seu jeitão de Frank Zappa latin lover.

Cyro opera espécie de retorno massivo do exílio nestas próximas semanas, com shows em Olinda, São Paulo e Rio, que mostram três lados de seu trabalho solo: o "Vira-Loucos", releituras experimentais de composições de Villa-Lobos; "Beat the Donkey", seu coletivo músico-teatral de viagens antropofágicas; e "Banquet of the Spirits", improvisações em quarteto sobre a obra do saxofonista e compositor nova-iorquino John Zorn. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

LADOS A, B E C

VIRA-LOUCOS

Releituras de Villa-Lobos que Cyro fez com Romero Lubambo, Marc Ribot e Chango Spasiuk. Apresentação no Sesc Consolação, dia 10.

BANQUET OF THE SPIRITS

Segundo disco do grupo dedicado à música do vanguardista Zorn, com quem Cyro colabora desde os anos 80. Rio, dia 18.

BEAT THE DONKEY

Híbrido de grupo teatral, escola de samba, banda de rock, o Beat... faz world jazz sem limites. Sesc Pompeia, dias 13 e 14.

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