Cúpula Mundial da Novela defende função social

A 2.ª Cúpula Mundial da Indústria da Telenovela e da Ficção terminou neste sábado com uma defesa do uso social dos folhetins eletrônicos. Clara Inés Olaya, do Centro de Controle de enfermidades dos Estados Unidos, explicou que os hispanoamericanos pautam suas atitudes com relação à saúde no que assistem nas telenovelas.Isso mostra, disse ela, a importância de incluir mensagens educativas nos enredos, que também acabariam enriquecidos pelo "peso dramático" das doenças dos personagens.A mexicana Dora Guzmán, produtora de telenovelas educativas, ressalvou que "não é obrigação da telenovela educar ou difundir cultura, mas é obrigação da educação e da cultura encontrar um veículo adequado de difusão, e este veículo é a telenovela".Desde quinta-feira, produtores, diretores, programadores e dirigentes de redes de TV estiveram discutindo em Barcelona as questões da indústria da novela televisiva, um negócio de mais de US$ 2 bilhões anuais, segundo Carlos Bardasano, vice-presidente do Grupo Cisneros.A jornada abordou temas como a conquista de novos mercados e a manutenção dos que já se consolidaram no Leste Europeu e na Ásia. Um dos debates tratou da questão dos conteúdos locais versus conteúdos universais, modelos representados pela telenovela colombiana e pelos produtos padronizados de Miami, respectivamente.A recomendação predominante foi o cuidado para não se perder a identidade e globalizar demais.Alguns chegaram a considerar a telenovela um gênero literário popular que se alimenta da identidade latinoamericana.

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