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Cultura perde 244 mil postos de trabalho e encolhe 4% em um ano, mostra estudo

O estudo leva em conta empregos formais e informais em atividades como publicidade e marketing, arquitetura, artesanato, design, cinema, rádio, TV, tecnologia da informação, editorial, patrimônio histórico, música, artes cênicas e visuais

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2021 | 15h24

O setor cultural brasileiro perdeu 244 mil postos de trabalho em um ano, de acordo com um levantamento do Painel de Dados do Observatório do Itaú Cultural.



O Observatório, que acompanha a evolução da economia criativa no País por meio de dados da Pnad Contínua, aponta que o setor encolheu 4%.

No primeiro trimestre de 2020, havia 6.843.455 postos de trabalho disponíveis na economia criativa no País. O número caiu para 6.599.590 no primeiro trimestre deste ano.

Em relação ao trimestre anterior, o último de 2020, a queda é de 1%, ou 80 mil postos de trabalho.

Do primeiro para o segundo trimestre do ano passado, o setor se retraiu 8%, recuperando 7% até o fim de 2020, mas voltou a registrar nova queda de 1% no primeiro trimestre de 2021. 

O estudo leva em conta empregos formais e informais em atividades como publicidade e marketing, arquitetura, artesanato, design, cinema, rádio, TV, tecnologia da informação, editorial, patrimônio histórico, música, artes cênicas e visuais. 

 

Análise geográfica

Os estados brasileiros que mais sofreram queda de oferta de postos de trabalho na economia criativa foram Rio Grande do Norte (-24%), Paraíba (-15%), Mato Grosso (-15%), Espírito Santo (-15%) e Amazonas (-15%). Já os estados que registraram as maiores altas foram, Piauí (+49%) e Roraima (+24%). São Paulo perdeu 2% dos postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2020 e o Rio de Janeiro perdeu 4%.

 

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