Cultura abre temporada de clássicos

A TV Cultura inicia hoje às 16 horas a nova temporada do programa Clássicos com a transmissão de um concerto da Orquestra do Concertgebouw de Amsterdã, que interpreta a Sinfonia nº 2 de Mahler sob regência de seu titular Mariss Janssons. Amanhã, no mesmo horário, a atração é o documentário O Padre Vermelho, sobre a vida de Antonio Vivaldi.

João Luiz Sampaio, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2011 | 00h00

"Até agora, a TV só transmitia o que gravava na Sala São Paulo, concertos da Osesp e de entidades como o Mozarteum Brasileiro e a Sociedade de Cultura Artística. Mas achamos que era importante mostrar maior variedade, só assim você forma um público. E então fomos olhar o que era produzido lá fora e descobrimos não apenas uma maior variedade de produtos como também novidades nos formatos e na maneira de captar concertos", explica Cláudia Toni, consultora de música e dança da Fundação Padre Anchieta. Segundo ela, a escolha se pautou, além da variedade, por algumas relações. "Nossa programação não precisa ser alienada. A Filarmônica de Roterdã vem este ano a São Paulo, então, antes, vamos mostrar um concerto deles gravado na Europa, por exemplo. Da mesma forma, vamos mostrar um documentário sobre o compositor Arvo Pärt, de quem a Osesp vai interpretar várias obras ao longo do ano", explica. A temporada de maio e junho tem ainda destaques como documentários sobre o Bolero de Ravel e a Sinfonia Patética de Tchaikovski, além de concertos da Sinfônica de São Francisco e da Orquestra do Iluminismo. Ao longo do ano, diz Cláudia, a série vai exibir também 18 concertos gravados em São Paulo: dez da Osesp, quatro do Mozarteum e quatro da Sociedade de Cultura Artística.

Cláudia rebate a crítica de que se está apostando no material de fora em vez de investir na captação da vida musical não apenas de São Paulo mas também de outros estados do País. Segundo ela, a Cultura vai investir em tecnologia e técnicas de filmagem na Sala São Paulo - e, em seus estúdios, poderá gravar concertos de música de câmara. "Há um material muito rico sendo feito aqui que podemos inclusive pensar em exportar", diz.

A ópera também fará parte da programação, mas ainda está sendo estudado um formato. "Compramos quatro títulos, mas precisamos ver como encaixá-los. Não dá para pensar em um horário fixo na grade porque cada uma tem uma duração. Uma ideia é fazer um pequeno festival. Este ano será de testes, vamos ver como o espectador reage e como podemos incrementar a programação."

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