, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2011 | 00h00

TATIANA PARRA E A. BEEUWSAERT

AQUI

Borandá

Preço: R$ 24,90

A grande voz de Tatiana Parra com piano argentino

Versatilidade é uma das virtudes de Tatiana Parra, jovem cantora paulistana de voz afinadíssima e surpreendente. Depois de deixar sua marca em diversos discos de outros artistas, ganhou destaque na parceria com Chico Pinheiro, firmou seu estilo no álbum solo Inteira em 2010 e agora se associa ao pianista e compositor argentino Andrés Beeuwsaert em Aqui, de perfil jazzístico. Entre canções e temas instrumentais, os dois têm peso equivalente, como o repertório equilibrado entre clássicos brasileiros e novidades da Argentina e do Chile. Nas faixas sem letras, Tatiana utiliza sua voz como instrumento e Beeuwsaert canta Cueca de Agua (do chileno Javier Cornejo) com ela. Eles também contam com participações sutis de Lea Freire (flauta) e Conrado Goys (violão), autores de dois temas contemplados no repertório. Destaque para Tankas, de Pedro Aznar sobre poema de Jorge Luis Borges, e Corrida de Jangada (Edu Lobo/Capinam), em que Tatiana melhor exercita o ritmo. / LAURO LISBOA GARCIA

OUÇA TAMBÉM

SIETE POTENCIAS (BU KANTU)

Artistas: Roberto Fonseca e Mayra Andrade Álbum: Akokan Gravadora: Biscoito Fino Preço: R$ 33,90

ROCK

ANNA CALVI

ANNA CALVI

LAB 344

Preço: R$ 27

Canções que ardem com dramas de diva

No disco de estreia da cantora Anna Calvi, a guitarra é o estopim de canções que chegam a ápices de intensa dramaticidade. Empunhadas pela habilidosa moça, as cordas lembram trilhas de westerns, surf music, pós-punk e Villa-Lobos, influências que resultam em arranjos criativos para o power trio do disco. Os melhores momentos acontecem antes desses arranjos serem sobrecarregados pela voz possante de Calvi, que já foi comparada a Edith Piaf pela crítica internacional. Em No More Words, por exemplo, o clima fica sofisticado quando os vocais são deixados a sós com a bateria. A guitarra ressurge no fim com um dedilhado singelo, mas o equilíbrio não se perde. À medida que o disco engrena, Calvi revela sua tendência para o drama. O que era cool passa a ser consumido por labaredas líricas. Os refrões transpiram intensidade, como se Calvi fosse uma diva de cabaré possuída pelo Diabo. No entanto, sua dor não chega à catarse e a sensação é de que está faltando algo. / ROBERTO NASCIMENTO

OUÇA TAMBÉM

RAISE IT UP

Artista: Florence and the Machine

Álbum: Lungs

Gravadora: Warner Preço: R$ 30

INDIE

FRIENDLY FIRES

PALA

XL Recordings

Preço: R$ 29,90

E por que uma banda indie não pode ser feliz?

A mais brasileira das bandas indie inglesas, a sacolejante Friendly Fires finalmente lança seu 2º álbum nesta segunda-feira no Reino Unido. O disco, Pala, nome tirado da literatura de Aldous Huxley, faz duas semanas está inteiro na internet. Brasileira no requebrado quase-sambista do vocalista Ed Macfarlane, o Friendly encantou a cena independente de vocação dance em 2008, quando lançou seu disco de estreia, um caminhão de hits que rendeu presença de destaque em vários grandes festivais do mundo, alguns prêmios musicais e até trilha em propaganda de TV do Brasil. Chamado de "trance samba beat" pela imprensa britânica, Pala mostra o grupo optando sem medo por uma direção menos indie e mais dançante que seu primeiro disco. Dance, sexy e viajante, talvez tenha a ver mesmo com o título do álbum que remete ao batismo da utópica ilha de sexo tântrico e de uso educacional de drogas da obra de Huxley. Pala é uma delícia para ouvir da primeira à última música sem parar, intercalando a voz indie de Macfarlane com seus falsetes, seus teclados dramáticos e suas batidas carnavalescas. / LUCIO RIBEIRO

OUÇA TAMBÉM

THE LOOK

Artista: Metronomy

Álbum: The English Riviera

Gravadora: Because (importado)

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