Crítica de cinema Judith Crist morre aos 90

Jornalista acabou se tornando a primeira mulher crítica em tempo integral de um grande jornal dos EUA

Reuters

07 de agosto de 2012 | 20h05

NOVA YORK - A popular crítica de cinema Judith Crist, que com suas ácidas análises de tornou a "madrinha" de toda uma geração de colegas nos EUA, morreu nesta terça-feira, 7, aos 90 anos.

Seu filho, Steven Crist, disse que ela faleceu em Nova York, após uma prolongada doença.

Crist estreou como jornalista e crítica em 1945 no New York Herald Tribune. Acabou se tornando crítica em período integral - a primeira mulher nesse posto em um grande jornal dos EUA, segundo o Los Angeles Times.

Após duas décadas no Tribune, transferiu-se para a revista New York. De 1964 a 73, comentou filmes para o programa Today, da NBC.

Ficou famosa pelos comentários rudes e espirituosos que fazia sobre filmes como "A Noviça Rebelde" "Cleópatra", o que levou o cineasta Billy Wilder a sair com a seguinte tirada: "Convidá-la para resenhar um filme seu é como convidar o Estrangulador de Boston para massagear o seu pescoço".

Em 1999 o crítico Roger Ebert disse ao Chicago Tribune que o trabalho de Crist no Tribune, no começo da década de 1960, consolidou a importância da crítica cinematográfica nos EUA.

Ele contou que os ataques dela a "Cleópatra" fizeram com que não fosse mais convidada a exibições privadas da Fox, e que isso "levou todos os jornais do país a dizerem: 'Ei, precisamos ter um crítico de cinema de verdade'".

Crist lecionou jornalismo na Universidade Columbia de 1958 até fevereiro passado. Foi casada durante 47 anos com William B. Crist, executivo de relações públicas e educador, morto em 1993. Deixa o filho e duas sobrinhas.

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