Crítica: Bons efeitos e algum humor não bastam para salvar o filme

Terceira edição da franquia, e já enfraquecida pela continuidade, mesmo assim Homens de Preto tem momentos interessantes, que vão além da pirotecnia dos efeitos especiais. O mote, agora, é uma viagem no tempo. O agente J (Will Smith) vai ao passado para impedir que seu parceiro mais velho, K. (Tommy Lee Jones), seja assassinado.

Luiz Zanin Oricchio - O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2012 | 03h12

Uma palavra para os efeitos especiais em 3D: são muitas vezes impressionantes mesmo, em especial nas cenas em altura. Ficamos a imaginar o que não teria feito Hitchcock com essa parafernália toda, ele que tinha obsessão pelo medo de altura (remember Vertigo). Mas, enfim, um filme não pode se basear por inteiro nesses feitos da tecnologia. Precisa ao menos um pouco mais de substância e é aí que ele nos fica devendo alguma coisa a mais. Mesmo sendo uma comédia de ação e apenas isso.

Sim, há também o humor e este não falta em alguns momentos adequados, que convém não antecipar. Algumas referências políticas e às atualidades, e pronto - está dada a piscadela para quem se propõe a procurar mais coisas num filme do que apenas alguns instantes de diversão e pipoca. Mas é tudo ralo. Em especial porque passa por cima de todos os sofismas levantados pela viagem no tempo e a modificação do passado, tema clássico da ficção científica. Aqui, ninguém dá bola para os problemas.

Avaliação do filme: REGULAR

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