Cristovão Tezza vence o Jabuti de melhor romance do ano

Escritor conquista prêmio com 'O Filho Eterno'; 2.º lugar fica com Bernardo Carvalho e o 3.º, com Bia Bracher

Ubiratan Brasil, do Estado, e Teresa Ribeiro, do estadao.com.br,

23 de setembro de 2008 | 14h13

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou nesta terça-feira, 23, os vencedores de 20 categorias do Prêmio Jabuti, inclusive as principais como romance, poesia e contos e crônicas. O autor Cristovão Tezza é o vencedor na categoria romance, com O Filho Eterno. Em segundo lugar vem  Bernardo Carvalho, com O Sol se Põe em São Paulo e em terceiro, Bia Bracher, com Antônio.   Veja também: Confira a lista completa dos vencedores do Prêmio Jabuti    Tezza, ao saber da notícia de que é o grande vencedor do prêmio Jabuti de romance, pelo repórter Ubiratan Brasil, do Estado, conta que tem percebido uma boa acolhida do público ao seu livro, O Filho Eterno, principalmente por meio da internet, com os e-mails que chegam até ele. "O livro pegou, por conta da mistura de ficção com realidade. Faz o retrospecto de uma geração, aponta para as dificuldades de relação entre pai e filho e apresenta um painel dos últimos 30 anos de história do Brasil", diz. Para ele, "trata-se de um livro de maturidade, que não mente nem faz média".   Na categoria poesia, Ivan Junqueira conquistou o primeiro lugar com O Outro Lado.  O Jabuti de melhor livro de contos vai para Vera do Val por Historias do Rio Negro. O best seller 1808, de Laurentino Gomes, foi eleito o melhor livro de reportagem e na categoria biografia, o vencedor foi Marco Antonio de Carvalho, com Rubem Braga: Um Cigano Fazendeiro do Ar.     Cristovão Tezza   Nascido em Lages, Santa Catarina, em 1952, Cristovão Tezza virou um dos destaques da atual literatura brasileira, desde o lançamento de seu primeiro livro, Trapo, publicado em 1988, que lhe deu projeção nacional.   Em O Filho Eterno, Tezza traduz com maestria as dificuldades e alegrias das pequenas vitórias na criação de um filho com síndrome de Down.   Tezza é um autor premiado. Recebeu Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional de melhor romance do ano de 1998, por Breve Espaço entre Cor e Sombra. Com O Fotógrafo, conquistou o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor romance do ano, em 2005, e o Prêmio Bravo! de melhor obra e ainda o Prêmio Petrobrás de Literatura pelo romance Aventuras Provisórias. É autor ainda de Juliano Pavollini, A Suavidade do Vento, O Fantasma da Infância e Uma Noite em Curitiba.   O escritor sempre viveu entre Santa Catarina e o Paraná. Nasceu em Lages e quando criança mudou-se, aos 10 anos, para Curitiba com a família. Casou-se pela segunda vez em 1984, e se mudou de Curitiba para Florianópolis, onde foi para trabalhar como professor de Língua Portuguesa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Voltou a Curitiba em 1986 e leciona até hoje na Universidade Federal do Paraná (UFPR).   Fez na Universidade de S. Paulo (USP) sua tese de doutorado, Entre a Prosa e a Poesia - Bakhtin e o formalismo russo, foi publicada em 2002 pela editora Rocco. Ainda na área acadêmica, escreveu livros didáticos em parceria com o lingüista Carlos Alberto Faraco: Prática de Texto e Oficina de Texto, ambos pela editora Vozes. Mais Jabuti   Os melhores livros do ano nas categorias Ficção e Não-Ficção só serão conhecidos na cerimônia de entrega das estatuetas, no dia 31 de outubro, na Sala São Paulo. O Jabuti é o mais prestigioso prêmio das letras nacionais, hoje mais interessante pelo valor histórico (essa é a 50.ª edição) que pelo dinheiro ofertado - R$ 3 mil, quantia ínfima se comparada aos R$ 200 mil prometidos pelo Prêmio São Paulo de Literatura, instituído neste ano pela Secretaria Estadual de Cultura.   Na edição deste ano, a comissão julgadora analisou 2.141 obras. A premiação total do Jabuti 2008 é de R$ 120 mil, sendo que o primeiro lugar de cada uma das 20 categorias recebe R$ 3 mil. Os autores dos melhores livros do ano de Ficção e Não-Ficção recebem R$ 30 mil cada um.

Tudo o que sabemos sobre:
prêmio jabuticristovão tezza

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.