Crise de energia derruba o "Culturinha"

A sala Rubens Sverner do Teatro de Cultura Artística, também conhecida como "Culturinha", vai fechar por tempo indeterminado a partir do próximo domingo, quando sai de cartaz a peça Tango, Bolero e Cha cha cha, dirigida por Bibi Ferreira.A decisão, anunciada pela assessora de Imprensa da Sociedade de Cultura Artística, Camila Ferreira, foi motivada pela impossibilidade de cortar 20% de energia com as duas salas de espetáculo do teatro em funcionamento e de arcar com os custos adicionais que esse consumo obrigatório impõe."Já estamos trabalhando em escuridão quase completa nos escritórios, só com os computadores ligados", explica Camila. "Mas os teatro precisam de refletores e aparelhagem de som que não podem ser reduzidos."Como conseqüência da decisão, a peça Mais que Imperfeito, de Marcelo Paiva, que ia estrear na Rubens Sverner em meados de julho, precisou procurar outro teatro."Foi muito desagradável romper o compromisso assumido", lamenta Camila. "Mas era melhor romper antes que ele estivesse em cartaz do que no meio da temporada, já que não temos condições de fazer nenhuma previsão sobre nosso funcionamento." A Sociedade de Cultura Artística está levantando, entre outras possibilidades a instalação de um gerador, mas ainda não encontrou preço compatível com sua disponibilidade. "Uma coisa é usar um gerador para um espetáculo, como fazemos, de vez em quando, em concertos no Ibirapuera. Outra, muito mais dispendiosa, é fazer uma instalação elétrica permanente para o funcionamento de um gerador", diz Camila.Com 329 lugares e endereço teatral consagrado, a sala Rubens Sverner é muito disputada por espetáculos que não precisam de grandes palcos. Entre outros sucessos, passaram por lá as peças Honra, com Regina Duarte, e Últimas Luas, com Antonio Fagundes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.