CRIME E CASTIGO

Casos famosos ganham verniz de documentário na TV paga

CRISTINA PADIGLIONE, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2012 | 03h12

Você pensa que já viu tudo o que a televisão poderia mostrar sobre o caso Isabella Nardoni? Errou. Histórias como a da menina de 5 anos, jogada do sexto andar pelo próprio pai, sempre guardam detalhes inéditos. E ainda que a maioria das informações já seja conhecida, vá lá, costuradas em edição especial é que elas permitem uma compreensão com distanciamento que o calor dos acontecimentos impede.

Alvo de disputa de audiência na TV aberta, quando aconteceu e foi julgado, o caso Nardoni ganha versão de documentário pelo menos em duas novas produções para a TV paga. Uma delas, obra da produtora Medialand para o canal A&E, com previsão de estreia no segundo semestre, teve até seu piloto premiado ao representar o Brasil no Festival de TV de Nova York. O episódio inaugura a série Investigações Criminais, que terá 13 episódios e dispensa dramatização. Seu forte está nos relatos inéditos de peritos, delegados e em dados - como o áudio da primeira ligação para o 190, nunca antes ouvida.

Outro documentário sobre o caso Nardoni também é episódio de estreia. Vale para a 3ª temporada da série Instinto Assassino, no ar já amanhã, às 23h, pelo Discovery. O programa, que na safra passada se ocupou de casos como o do Maníaco do Parque, Francisco de Assis Pereira, tem, nesta nova etapa, o propósito de elencar casos em que os culpados tinham algum poderio econômico e apostavam, daí, em alguma impunidade.

Dessa linha, faz parte o caso abordado no segundo episódio, sobre o promotor Igor Ferreira da Silva, acusado de matar a mulher, Patrícia Aggio Longo, grávida.

"Desta vez, buscamos perfis de pessoas de certa influência, e que, em função desse poder achavam que poderiam evitar o peso da Justiça", conta, ao Estado, o supervisor de produção do Discovery, Rafael Rodriguez. Em 10 episódios, a série tem produção da Endemol Argentina e mescla dramatizações com depoimentos de jornalistas, delegados, investigadores e peritos.

"Nosso objetivo é que a informação seja a mais objetiva possível, que a história seja contada cronologicamente, em cada etapa da investigação, o passo a passo da perícia, mas temos de dar espaço também ao aspecto humano, o que vem à tona nos depoimentos", ressalta.

E não é que os canais estejam brincando de fazer C.S.I. de verdade, mas há ainda uma terceira série em produção, esta pela Pródigo, para o canal A&E, sobre crimes passionais, onde o caso do promotor Igor também será explorado. É crer para ver.

A&E TERÁ DUAS SÉRIES NACIONAIS SOBRE HOMICÍDIOS AINDA ESTE ANO

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