CREDORES TEM DUAS VERSÕES EM CARTAZ

Em Credores, a personagem feminina é tão controversa quanto em Senhorita Júlia. A peça examina os conflitos de poder que regem um relacionamento conjugal. Adolfo é um marido acossado dentro de casa por uma mulher que o manipula constantemente. Será a chegada de um homem desconhecido que virá alterar o quadro. E servirá como estopim para conflitos até então latentes. A versão do grupo Tapa, que estreou em 2011, segue em cartaz nessa temporada de verão que o grupo faz no Viga Espaço Cênico. É a oportunidade de comparar dois momentos distintos na carreira do autor sueco e também de examinar seus temas mais caros. "É algo raro de se ver no Brasil, que tem poucas vezes acesso a montagens desses textos", comenta o diretor Eduardo Tolentino. Nos últimos meses, a proximidade do centenário da morte de Strindberg - que ocorreu em 2012 - ajudou a suprir um pouco essa lacuna apontada por Tolentino. Uma outra versão de Credores cumpre temporada atualmente na cidade. Na montagem assinada pelo diretor Nelson Baskerville, o triângulo amoroso é acompanhado por uma quarta personagem e trazido para a contemporaneidade. / M.E.M.

O Estado de S.Paulo

08 de março de 2013 | 02h14

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