Credibilidade de Gugu despenca, revela pesquisa

A repercussão gerada com a falsa entrevista exibida pelo ?Domingo Legal? no dia 7 de setembro, com pseudointegrantes do PCC, está longe de acabar. Enquanto Gugu segue tentando provar que nada sabia sobre o assunto (apesar da convicção inabalável do delegado responsável pelo caso), a rejeição pelo apresentador só aumenta. Em pesquisa elaborada pelo Jornal da Tarde para saber até que ponto a credibilidade do Gugu havia sido maculada pelo episódio, o público foi categórico: dos 10 mil entrevistados que passaram pelo Portal Estadão para votar, mais de 90% afirmaram que o apresentador, para eles, não tem mais crédito. Além deles, personalidades e celebridades foram procuradas pelo JT, e deixaram seu recado. Os leitores não estão sozinhos e agora contam com o apoio do vice-prefeito de São Paulo, Hélio Bicudo (PT). Ele, que ao lado de José Luiz Datena e Marcelo Resende foi uma das personalidades envolvidas pelo engodo jornalístico que o ?Domingo Legal? colocou no ar, entregou, na última quarta, representação ao procurador geral de Justiça, Luiz Antônio Guimarães Marrey, pedindo contra o dono do SBT, Silvio Santos, Gugu Liberato e o repórter Wagner Mafezzoli a instauração de ação penal por crime de ameaça. Outro dado que vem se somar à situação embaraçosa em que Gugu se meteu vem do Conselho de Acompanhamento da Programação de Rádio e TV, que coordena a campanha ?Quem Financia a Baixaria É Contra a Cidadania?. No ranking dos programas mais denunciados ao conselho entre os meses de junho e setembro deste ano, adivinha: o?Domingo Legal? ficou em 2º. lugar na lista, tendo sido denunciado por 75 pessoas, só perdendo para o ?Programa do Ratinho? (que teve 107). Mas não são só os consumidores que estão fugindo do Gugu. A Petrobras decidiu congelar uma grande campanha de merchandising que estava sendo produzida com o apresentador, e a Nestlé, que escolheu Gugu como um dos garotos-propaganda da campanha ?Junta Brasil?, decidiu se pronunciar oficialmente para esclarecer que ele é apenas o porta-voz de uma ação publicitária, e não da empresa. E a tendência é essa por enquanto, segundo Fábio Freitas, gerente de mídia da Bates Brasil. ?O que aconteceu foi uma coisa pesada, mas, ao longo do tempo, a história deve cair no esquecimento.? Para que isso aconteça, ele sugere: ?Uma vez provada sua inocência, ele deveria se retratar em seu programa. Afinal, não existe programa do Gugu sem o Gugu. Aliás, esse é o problema de todo o SBT.? Leia mais no Jornal da Tarde A opinião de quem garante a audiência 10 mil votos em dois dias

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