Penna Prearo/Divulgação
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CPM 22 lança sétimo álbum com som renovado

Banda de hardcore abre espaço para influências de ska e punk rock no novo trabalho

AE, Agência Estado

20 Abril 2011 | 10h17

A banda de hardcore CPM 22, dona de hits que não paravam de tocar na década passada - como Regina Let's Go, Tarde de Outubro e O Mundo Dá Voltas -, está com disco novo. É Depois de Um Longo Inverno, sétimo álbum do grupo, que sai quatro anos após o último de inéditas, Cidade Cinza (2007). O disco marca uma guinada no estilo e nas letras da banda. As guitarras pesadas e gritarias deram lugar ao punk-rock e ao ska, dois estilos musicais que influenciam o grupo desde sua formação, em 1995. É possível perceber, nesse novo repertório, influências de bandas como Clash, Ramones, Misfits, Pennywise, NOFX, Might Might Bosstones, entre outras.

"Escutamos de tudo, desde death metal até ska. Sempre quisemos fazer uma música nesse ritmo, mas não sabíamos se iria ficar bom", diz o guitarrista Luciano Garcia. A primeira tiragem do álbum sairá com 10 mil cópias.

Segundo Garcia, apesar da banda ter sumido das rádios, o CPM 22 não parou de tocar. "Desde de 2007 não saímos da estrada. Estamos fazendo shows em todo o Brasil", garante. Pelo menos dois motivos, no entanto, foram responsáveis por esse hiato. O primeiro foi o desentendimento do grupo como selo Arsenal, pertencente à Universal. "Nosso contrato nos obrigava a lançar mais um álbum com eles e não queríamos mais", diz. "Só conseguimos nos acertar agora e estamos lançando o álbum de forma independente, mas com o suporte do selo Performance Music", completa. O segundo motivo foi a saída do guitarrista Wally, também em 2007. "Parece que foi há muito tempo. Mas o tempo passa voando".

Praticamente todas as canções têm suporte de saxofones, trompetes e trombones. Os arranjos foram escritos por Daniel Ganjaman, integrante do coletivo Instituto. A canção que carrega mais no ska é a segunda do disco, "Vida ou Morte", com batidas sincopadas e saxofone bem evidente. Mas há espaço também para o bom e velho hardcore que caracteriza a banda. O estilo está presente nas canções Filme Que eu Nunca Vi, Hospital do Sofredor e Quem Sou Eu?!.

A adesão da banda ao estilo mais leve e descompromissado do ska e ao punk-rock indica um interesse deles em atingir novos públicos. Demonstra também uma maturidade musical, tanto nos arranjos, que estão mais elaborados, quanto nas letras. "Amadurecemos, sim. Agora, quando vamos compor, pensamos se fica melhor utilizar instrumentos como órgão, pianos, metais", conta Garcia. Mas a proposta é continuar tocando também hardcore. As informações são do Jornal da Tarde.

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