Couromoda: lycra e cores no inverno 2001

Calçados bicolores, tricolores, com forte inspiração nos tênis usados no golfe e boliche. Assim são os modelitos mais fashion para o outono-inverno 2001, que estarão em exposição até sexta-feira na Couromoda, no Pavilhão do Anhembi. A feira foi aberta com as presenças do vice-presidente da República, Marco Maciel, da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, do vice-governador, Geraldo Alckmin, do governador do Rio Grande do Sul, Olivio Dutra, e ainda Alcides Tápias, ministro da Indústria e Desenvolvimento.O clima de otimismo marcou o início da feira.O presidente em exercício, Marco Maciel, disse que ?o Brasil voltou a crescer de forma sustentada, nós superamos as dificuldades, fruto da desvalorização cambial?.A feira, que dá início aos negócios do semestre, deve movimentar um volume estimado em 25% a 30% do PIB do setor, que é de US$ 11 bilhões. Para vender tudo isso, os 701 expositores estão apostando nos tons metalizados, nas cores como vinho e violeta, e reservando um destaque todo especial para as misturas de couro (natural ou sintético) com o stretch.?Nossa bota de sintético com stretch fica justinha na pele e tem preço 30% menor que as de couro?, diz Daiene Woff, estilista da Gutz. No varejo, o par deverá chegar por volta de maio com valor sugerido de R$ 139. Os sapatinhos tipo tênis de golfe vão valer R$ 129.A Calçados Azaléia, uma das cinco maiores fábricas de sapato do mundo, deu um banho de moda em sua coleção, normalmente identificada como popular. O preço, porém, continua cabendo em bolsos menos recheados. Os tênis da linha Sportswear, por exemplo, que exibem design de vanguarda, não vão custar mais que R$ 49,90.Ao lado de campeões de venda, como os mocassins e sandálias, aparecem modelos com stretch. A bota de lesard stretch ? um material sintético que imita couro de cobra ? tem preço estimado para varejo na faixa de R$ 59,90. ?O stretch é bem mais barato que o couro, mas fizemos os modelos de botas nas duas versões?, conta Fernando Bertollo, gerente de desenvolvimento de produto da marca.A Azaléia prevê faturamento de R$ 720 milhões para este ano, resultado de uma produção de 165 mil pares de sapatos por dia.O elastano Lycra, da DuPont, também entrou na onda e homologou as marcas Di Piacini, Território Nacional, Werner , Sândalo e Capézio para fabricar calçados de couro com o fio. O resultado é muito mais conforto nos pés.

Agencia Estado,

17 de janeiro de 2001 | 20h06

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