Costner dança com os lobos. Em Bauru

Seguuuura, peão! Um dos recordistas de todos os tempos em indicações para o Oscar, o eterno caubói Kevin Costner, de Dança com Lobos, cai de violão e rhythm guitar em punho hoje na arena dos rodeios de Bauru, no interior de São Paulo, o Recinto Mello Moraes, de 217 mil metros quadrados.

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2010 | 00h00

Costner canta hoje, às 20 horas, no SP Onlive Festival com sua banda Modern West, explorando o repertório de seus três discos, em especial o álbum Turn It On, deste ano. Em entrevista ao Estado, por telefone, ele disse que a atividade de cantor e compositor não é de diletante. "É sério, estou trabalhando duro como compositor. Nos últimos três anos, tenho andado por aí tocando ao vivo, não enfiado em TVs ou estações de rádio. A atividade de músico, hoje, está para mim no mesmo patamar da de ator."

Por enquanto, Costner tem destaque distinto nas duas profissões. Como ator, com o filme Dança com Lobos (1990), que ele dirigiu, protagonizou e produziu, Costner foi indicado para 12 Oscars, tendo abocanhado 7 (inclusive os de melhor diretor e melhor filme). Seu personagem no filme, o Tenente John Dunbar, virou um personagem perene da mitologia hollywoodiana.

Outros filmes que protagonizou, como O Guarda-Costas, Campo de Sonhos, Os Intocáveis e Silverado, ajudaram a torná-lo um mito (não raro contestado, como ator). "Como músico, fui muito influenciado pelos anos 60, pelo rock"n"roll, pelo country, pelo folk, pelo rock clássico", diz Costner, cujo estilo já foi comparado ao de John Mellencamp e Joe Cocker. "Aceito todas as comparações. Adoro Unchain My Heart, do Cocker, e sempre fui fã de Mellencamp", diverte-se o ator.

Costner lembra que começou a levar a sério a música a partir de um encontro com John Coinman em Los Angeles para um workshop de atuação para um filme. Os dois começaram a ensaiar juntos e logo formaram a banda Roving Boy, com um outro amigo, Blair Forward. A rotina cinematográfica os afastou, mas um dia sua mulher, Cristine, que era fã da banda, o encorajou a retomar o contato.

"Há uns cinco anos, John me apresentou aos outros caras, que são os melhores músicos que encontrei. Logo nos tornamos também grandes amigos." Os "outros caras" são Teddy Morgan, Larry Cobb e Park Chisolm, com quem Costner formou o Modern West. O primeiro disco, Untold Truths, saiu pela Universal South, em 2008.

"Não acho que seja country o que tocamos. Há também country, mas eu considero que a influência principal é o rock"n"roll. Criamos música original, a banda tem uma pegada poderosa ao vivo. Você vai ver? Não pode escrever sobre a música se não vai ver o show", aconselhou.

Ele também prometeu que poderá repetir uma cover famosa, Tambourine Man, de Bob Dylan, que cantou recentemente em show em Aspen no Colorado. "Vocês gostam de Tambourine Man aí no Brasil? Por quê?", perguntou. Satisfeito com a resposta ("Bem, é um clássico em qualquer lugar do mundo"), ele disse que vai mandar essa. São esperadas cerca de 35 mil pessoas em Bauru para ver Costner e seus caubóis. Hoje, além de Costner, tocam Jota Quest, Maria Gadú & Caetano Veloso e César Menotti & Fabiano. Os ingressos custam entre R$ 110 e R$ 320.

SP ONLIVE

Recinto Mello Moraes. Av. Comendador José da Silva Martha, quarta 36. Hoje a partir das 20h.

R$ 110 a R$ 320

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