Alessandro Buzas/Futura Press
Alessandro Buzas/Futura Press

Corpo de Rogéria é velado no Rio de Janeiro

Artista lamentaram a perda da cantora e atriz: 'Ela abriu as portas para uma geração’, diz Leandra Leal

O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2017 | 18h07

Com direito a perfume borrifado e muita purpurina, o corpo de Rogéria, morta na noite de segunda-feira, aos 74 anos, foi velado no Teatro João Caetano, no centro do Rio de Janeiro, na tarde desta terça-feira, 5. Leandra Leal, diretora do documentário Divinas Divas, que tem a participação de Rogéria e faz um retrato da primeira geração de artistas travestis do Brasil, falou sobre a perda. “Sou grata a ela por tudo que aprendi, todos os ensinamentos, e por ela ter compartilhado sua memória, sua experiência, sua vida. Ela foi muito importante para a minha formação. Meu filme foi um filme de fã, de admiradora. Rogéria ensinou muito pro Brasil. Ela abriu as portas para uma geração, foi vanguarda, revolucionária e acho que é uma perda muito grande. Ela fazia a diferença, ela tinha voz, talento e força”, disse Leal em entrevista ao jornal O Globo. Rogéria será sepultada em Cantagalo, cidade onde nasceu, na noite desta quarta-feira, 6.

Outros artistas, que também passaram pelo velório de Rogéria, lamentaram a morte da atriz. “Rogéria era muito corajosa. Pela maneira de ser, rompeu barreiras impensáveis para a época, mas sempre de maneira tão correta, tão inteira, tão forte. Vai fazer muita falta”, afirmou Glória Pires, que trabalhou com Rogéria na novela Babilônia, em 2015.

Pelo Twitter, o autor Aguinaldo Silva declarou sua admiração por Rogéria: “Rogéria: aquele menino que sambava na porta do Bola Preta e sabia como ninguém correr da polícia. Meu querido amigo, saudades”, afirmou. 

A atriz Tais Araújo também comentou a morte de Rogéria: “A família brasileira está em luto pela perda de Rogéria. Amada por todos. Eu, ouvinte de seus conselhos, atenta aos seus pensamentos e fã de sua ética, estética e de seus valores. Uma pena que nessa passagem pela vida nosso contato não tenha sido ainda maior. Sou fã para sempre. #riprogéria”, escreveu em ela.

A importância de Rogéria para a visibilidade do movimento LGBT no Brasil é unanimidade entre os demais artistas, que a agradecem por quebrar barreiras desde os anos 1960, quando começou a se apresentar como transformista. “Ah, Rogéria! Logo agora”, lamentou a cartunista Laerte Coutinho.

Quem também se pronunciou sobre a morte de Rogéria foi a cantora Daniela Mercury. “Ela me chamou de corajosa quando anunciei que estava casada com Malu e a chamei de esposa. Queria dizer que corajosa foi você! #riprogeria”.

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