Paul Buck/Efe
Paul Buck/Efe

Coroamento do 'Discurso do Rei'

Longa é eleito por sindicatos de atores, diretores e produtores e desponta como favorito no Oscar

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2011 | 00h00

Foi um fim de semana de glória para o filme O Discurso do Rei - no sábado, o sindicato dos diretores apontou Tom Hooper como o melhor do ano; no domingo, foi a vez de Colin Firth ser escolhido como melhor ator pela entidade de classe, assim como o elenco do longa, o que corresponderia a eleger o melhor filme. Não bastasse isso, dias antes o sindicato dos produtores votou em O Discurso do Rei como o melhor do ano passado. Com isso, o filme já é, disparado, o grande favorito para o Oscar, que ocorre no dia 27.

O motivo é simples: boa parte dos 6 mil eleitores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood é formada por membros daqueles sindicatos que, acredita-se, vão repetir os votos. Por conta disso, são esperadas também as vitórias de Natalie Portman (como atriz, por O Cisne Negro), Christian Bale (ator coadjuvante, O Vencedor) e Melissa Leo (atriz coadjuvante, O Vencedor). Inicialmente apontado como o provável grande ganhador dos prêmios, A Rede Social vem perdendo fôlego na corrida e não deverá levar nenhum Oscar importante.

"Busquei a certeza de que eu tinha sido respeitoso e verdadeiro ao representar a gagueira", disse Colin Firth que, em O Discurso do Rei, interpreta George VI, conhecido como Berty, que é obrigado a assumir o trono de rei da Inglaterra quando seu irmão, Edward, abdica do posto em 1936. Despreparado, o novo rei pede o auxílio de um especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush), para superar seu nervosismo e sua gagueira.

A crítica internacional valoriza a atuação de Geoffrey Rush como complementar à de Firth para o sucesso do filme, que conseguiu 12 indicações para o Oscar e, a cada premiação vitoriosa, vê aumentar o número de ingressos vendidos nos cinemas ingleses e americanos. Rush, no entanto, perde terreno para Christian Bale e sua elogiada interpretação de Dicky Eklund, um ex-herói do boxe drogado, em O Vencedor.

Ao receber a estatueta no domingo, durante a premiação do SAG (abreviatura do sindicato dos atores), Bale foi surpreendido com a presença do próprio Eklund no palco. "Obrigado por ter me deixado interpretar a sua vida, você é um autêntico cavalheiro", disse o ator, cuja predileção por papeis exigentes é notória.

Outro personagem do filme também premiado foi o da agressiva mãe do ex-lutador, vivido por Melissa Leo. Surpresa, ela agradeceu às seis atrizes que vivem suas filhas na história e, de quebra, brincou com o aspecto masculino da estatueta do SAG: "Obrigada todas vocês por me permitirem levar este homem para casa".

O esforço de Natalie Portman também foi recompensado - ela passou um ano ensaiando com bailarinos até se sentir à vontade para as cenas de balé em O Cisne Negro, suspense psicológico de Darren Aronofsky em que a atriz vive uma bailarina mentalmente perturbada. "Trabalho desde os 11 anos e sempre fui amparada pelo sindicato dos atores, que se preocupava se eu ia à escola nos intervalos das filmagens", disse ela, ostentando uma bela gravidez. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.