Coreógrafo Luis Arrieta inicia novo ciclo

Preparando-se para comemorar os 60 anos, que completa em setembro de 2011, o bailarino e coreógrafo Luis Arrieta encerra seu 38º ano de carreira com um balanço mais do que positivo: criou dois solos ("Carnaval dos Animais" e "Tango Adeus"), ganhou o Prêmio IBAC 2010, dançou dois trabalhos na Virada Cultural, remontou uma obra dos anos 80, e teve um livro sobre a sua vida editado pela coleção "Aplauso", da Imprensa Oficial.

AE, Agência Estado

29 de dezembro de 2010 | 11h16

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Arrieta comenta que o horóscopo chinês identifica o período que está vivendo como o de uma recontagem do já feito para o início de um novo ciclo: "Foi um ano sui generis mesmo, penso que de revisão para um outro recomeçar". As duas obras que apresentou simbolizam uma fase bastante especial no seu riquíssimo percurso, iniciado aos 21 anos, na cidade em que nasceu, Buenos Aires, e continuado quando veio para São Paulo, em 1974, para dançar no Ballet Stagium. "Na verdade, penso que a dança esteve sempre na minha vida, porque desde criança dirigia as minhas irmãs nas nossas ?produções?. A dança e a minha vida se confundem, porque nunca soube fazer outra coisa."

Os dois solos nos introduzem ao seu atual momento. Em "Carnaval dos Animais", a certa altura, diz: "como imitar com dignidade uma galinha se fui educado para ser cisne?". E assim, com leveza e bom humor, toca em questões complexas. Muitos bailarinos passam a vida pensando que dança é movimento, e movimento é transformação, mas não incluem nessa transformação aquela que acontece ao corpo quando ele envelhece. Arrieta transforma a síntese certeira contida nessa pergunta em um depoimento contundente: é a busca da dignidade que importa em todas as transformações e, para tal, deve-se ter consciência de que o tempo passa.

Foi também um ano em que Arrieta lutou com sérios problemas nos joelhos. "Aproveitei para me perguntar sobre o significado do que estava sendo retirado de mim, e pude descobrir que o corpo pode expressar-se bem com menos recursos. Depois de haver trabalhado brevemente com deficientes físicos, não poderia deixar de seguir dançando", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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