Maria Fernanda Rodrigues/AE
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Convidados do Navegar é Preciso falam sobre seus próximos livros

Ignácio de Loyola Brandão

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2012 | 09h11

Durante 60 anos, Loyola guardou para si um segredo: foi ele quem sumiu com as bolinhas de gude que o avô guardava em sua marcenaria e que lembravam os momentos mais felizes de sua vida - quando levava o carrossel que construiu para cidades do interior. Essas bolinhas eram os olhos dos cavalos, e foram as únicas coisas que ele pode salvar do fogo que destruiu o brinquedo. A novela não tem previsão de lançamento e vai se chamar Os Olhos Cegos dos Cavalos Loucos.

Valter Hugo Mãe

Angolano de nascimento, mas criado em Portugal, Valter Hugo Mãe quer voltar à terra natal em um romance que ainda está matutando. Enquanto isso não acontece, faz pesquisas para o próximo livro, que se passa na Islândia, para onde já foi duas vezes e se prepara para uma terceira visita para engrenar a escrita. É a história de Atla, que vive com a mãe, mas que não sabe se ela é de fato sua mãe ou pai. "Interessa-me muito trabalhar a ideia do recôndito, de uma certa autossustentabilidade e de uma forma estranha de solidão. Na Islândia, a pessoal encara o lugar como uma companhia e isso muda toda uma concepção de solidão", diz. O livro deve ser lançado em Portugal em outubro de 2013.

Edney Silvestre

Ainda não tem título, mas já tem dois subtítulos o próximo romance de Edney Silvestre previsto para outubro de 2013: O Livro de Paulo e O Livro de Bárbara. Isso porque ele vai resgatar os protagonistas de seus dois primeiros títulos nessa espécie de roman-fleuve. Edney terminou Se Eu Fechar Os Olhos Agora e Paulo continuou o atormentando durante a escrita de A Felicidade É Fácil. Agora, ele terá um filho, Edward, em homenagem ao amigo morto no livro de estreia. O fato de terem sido exilados é o que vai conectar os personagens.

Nilton Bonder

O rabino Nilton Bonder estava começando um livro novo, em que pretendia analisar as mudanças "radicais e velozes" pelas quais a sociedade ainda vai passar, quando perdeu o irmão e pausou o processo. "Ele será sobre uma nova quebra de paradigma e estou tentando escrever sobre as demandas éticas que isso vai gerar para o ser humano que viverá, entre aspas, não só um tempo maior, mas um tempo que pode se aproximar a algo parecido à infinitude", conta.

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