Constantine Manos é a próxima estrela

O SP Photo Fest já trouxe ao Brasil fotógrafos como os americanos Martin Parr, Ralph Gibson e Amy Arbus, além do armênio Scout Tufankjian e o checo Antonin Kratochvil. Nesta edição, além de Stephen Shore, o festival organizou uma exposição do fotógrafo americano de origem grega Constantine Manos, cujas fotos são publicadas por revistas como Esquire e Life. A exemplo de Shore, ele começou muito cedo e, aos 19 anos, já fotografava os concertos da Sinfônica de Boston em Tanglewood. Nascido em 1934, na Carolina do Sul, Manos é um dos profissionais mais antigos da Magnum: faz parte, desde 1965, da agência fundada em 1947 por Cartier-Bresson e Robert Capa, entre outros fotógrafos.

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2011 | 00h00

Assim como Keith Jarrett só toca em pianos Steinway, Manos só fotografava com sua Leica. Com ela concluiu sua série American Color (com a primeira parte ele ganhou a medalha de excelência da Leica, em 2003). Nessa sequência, as cores estão saturadas, acentuando a preferência do americano médio pelo cromatismo vigoroso. A série, que será exibida a partir de 23 de novembro, no MIS, registra discretamente a presença humana, às vezes por meio de sombras, deslocando o foco para a arquitetura.

Este ano o SP Photo Fest vai prestar homenagem ao fotógrafo norte-americano Jay Colton (1953-2010), que ajudou o idealizador Luiz Marinho a formatar o festival. Colton morreu de problemas cardíacos, no ano passado, em Paraty, durante a realização do festival Paraty em Foco, do qual Marinho foi diretor executivo por três anos, até 2008. Curiosamente, o nome de Stephen Shore encabeçava a lista que Colton deixou incompleta para Marinho. "Foi uma coincidência, pois ele já estava convidado", conta o empresário.

Ele lançou o festival em 2009 com uma palestra do fotógrafo americano Martin Parr, no Museu da Imagem e do Som (MIS). Colton já era o curador e organizou um book lounge no museu com os melhores livros de fotografia publicados naquele ano.

Em homenagem ao parceiro de empreitada, Marinho pediu que os integrantes do coletivo Garapa produzissem um vídeo. A produtora formada por três jornalistas (Leo Caobelli, Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes) entrevistou Martin Parr para o festival quando o fotógrafo esteve no Brasil há dois anos e repete a experiência este ano com Stephen Shore, cuja palestra terá tradução simultânea. Vários fotógrafos brasileiros, entre eles Cristiano Mascaro, já participaram do festival.

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