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Conselho britânico remove mural 'racista' de Banksy sobre imigração

Imagem mostra um grupo de pombos segurando cartazes com os dizeres "Migrantes não são bem-vindos" e "Voltem para a África" dirigidos a um pequeno pássaro verde

Costas Pitas, REUTERS

02 de outubro de 2014 | 12h27

Um conselho local removeu um mural do artista britânico Banksy após uma reclamação de que a obra seria racista, uma semana antes de os eleitores da região decidirem se irão eleger o primeiro parlamentar da Grã-Bretanha de um partido que se opõe à imigração em massa.

A imagem em um muro na cidade costeira de Clacton, no sul da Inglaterra, mostra um grupo de pombos segurando cartazes com os dizeres “Migrantes não são bem-vindos” e “Voltem para a África” dirigidos a um pequeno pássaro verde.

O conselho distrital de Tendring disse ter recebido uma reclamação na terça-feira de que a obra é "racista" e “ofensiva” e a retirou, sem saber que a pintura é atribuída a Banksy.

O mural aparece no site do artista. Conhecido por seus comentários sociais irônicos com grafites e pinturas em estêncil em espaços públicos e propriedades particulares em todo o mundo, Banksy surgiu em Bristol, na Inglaterra, no início dos anos 1990.

O verdadeiro nome do artista, cuja arte de rua já foi vendida por mais de 1 milhão de dólares, continua desconhecido.

Nigel Brown, gerente de comunicações do conselho distrital de Tendring, declarou à Reuters que outra obra de Bansky seria bem-vinda à área, mas não uma repetição do mesmo trabalho.

A eleição da semana que vem em Clacton será um teste crucial para o primeiro-ministro David Cameron, já que ocorre depois de o representante legislativo local debandar do governista Partido Conservador para o Partido da Independência da Grã-Bretanha (Ukip, na sigla em inglês).

Cameron viu uma disparada no apoio ao Ukip, que quer que a Grã-Bretanha abandone a União Europeia e ficou em segundo lugar em uma série de pleitos regionais nos últimos meses, mas até agora não obteve representação no Parlamento. 

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