Evelson Freitas/AE
Evelson Freitas/AE

Conpresp deve discutir hoje tombamento do Belas Artes

Mesmo se aprovado, o processo de tombamento não significa a salvação imediata do cinema

AE, Agência Estado

18 de janeiro de 2011 | 10h02

A primeira reunião dos novos conselheiros do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) deve dar hoje um novo fôlego para o Cine Belas Artes. Colocada a toque de caixa na pauta, a abertura de um processo de tombamento do imóvel onde funciona o cinema pode frustrar, pelo menos temporariamente, os planos do dono do prédio, Flávio Maluf, que rescindiu o contrato de aluguel do cinema e pretende entregar o espaço para uma loja.

Mesmo se aprovado, o processo de tombamento não significa a salvação imediata do Belas Artes. "Ele (Maluf) pode simplesmente fechar o cinema e mantê-lo assim enquanto o tombamento é discutido", explica Walter Pires, diretor do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) e vice-presidente do Conpresp. Mas somente o fato de o imóvel estar sob análise do conselho é suficiente para protegê-lo - qualquer intervenção nele precisaria de autorização prévia.

O pedido no Conpresp foi protocolado na última terça pela organização social Via Cultural, que não foi a única a fazer a solicitação. A Associação Paulista de Cineastas (Apaci) e o vereador Gilberto Natalini (PDSB) fizeram o mesmo. A Via Cultural também pleiteou a análise do Condephaat - órgão estadual de proteção ao patrimônio. Entretanto, na esfera estadual, nenhuma reunião deve acontecer antes de fevereiro. Os novos conselheiros da atual gestão sequer foram nomeados.

Não é praxe que a abertura de um processo de tombamento ocorra de forma tão rápida quanto no caso Belas Artes. A "fila" das pautas pode ser furada em casos específicos, quando se entende que há uma urgência - geralmente em situação em que a demora pode resultar na perda ou em danos ao imóvel. Assim, o caso pode ser avaliado pelos conselheiros mesmo que não conste da pauta oficial da próxima reunião, marcada para hoje. O proprietário Flávio Maluf não fala com a imprensa desde que o caso veio a público, há duas semanas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
cinematombamentoBelas ArtesConpresp

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.