Conheça traços biográficos do escritor Ariano Suassuna

Auto da Compadecida, é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros

Agencia Estado

14 Junho 2007 | 17h57

Ariano Suassuna, autor do célebre Auto da Compadecida, é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, além de romancista, poeta e ensaísta. Esta peça, escrita em 1955, projetou seu nome no cenário nacional e mais recentemente alcançou enorme repercussão, a partir das adaptações feitas para a televisão, com a minissérie exibida pela Rede Globo, em 1998, e para o cinema, pela Globo Filmes, em 2000. Ambas as produções foram dirigidas por Guel Arraes. Tanto na literatura como na militância cultural, Suassuna tem um papel marcante como defensor da cultura popular, especialmente a nordestina. Idealizou o Movimento Armorial, lançado oficialmente, no Recife, em 18 de outubro de 1970, com o objetivo de realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares da cultura do Nordeste brasileiro. O evento que marcou o lançamento do projeto foi o concerto Três Séculos de Música Nordestina - do Barroco ao Armorial e uma exposição de gravura, pintura e escultura, no Pátio de São Pedro, no centro da capital pernambucana. Ele nasceu em João Pessoa, na Paraíba, em 16 de junho de 1927, filho do ex-governador João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna (1924-1928) e de Rita de Cássia Dantas Villar. Seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro, durante a revolução de 30, e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937, quando realizou o curso primário. Em 1942, mudou-se novamente com a família para o Recife e estudou no Ginásio Pernambucano, no Colégio Oswaldo Cruz e na Faculdade de Direito. Lá fundou com Hermílio Borba Filho o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça de teatro, Uma Mulher Vestida de Sol, baseada no romanceiro popular do Nordeste brasileiro e com ela ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno, em 1948. Depois, viriam O Desertor de Princesa (1948); Os Homens de Barro(1949, inédita); Auto de João da Cruz (1949); O Arco Desabado (1952); Auto da Compadecida (1955); O Santo e a Porca (1957); O Casamento Suspeitoso (1957); A Pena e a Lei (1959); Farsa da Boa Preguiça (1960); A Caseira e a Catarina (1962). Nos anos 70 lançou o Romance D´a Pedra do Reino e o Príncipe de Sangue do Vai-E-Volta (1971, traduzida para o inglês, alemão, francês, espanhol, polonês e holandês) e História D´o Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de "romance armorial-popular brasileiro", segundo o site da Academia Brasileira de Letras. Ariano Suassuna é imortal da Academia, para a qual foi eleito em agosto de 1989, passando a ocupar a cadeira n.º 32, de Genolino Amado, em 9 de agosto de 1990. Ariano Suassuna casou-se com Zélia de Andrade Lima, em 19 de janeiro de 1957, com quem teve seis filhos: Joaquim, Maria, Manoel, Isabel, Mariana e Ana. Entre suas atividades em Pernambuco, conforme registra o site da Fundação Joaquim Nabuco, Suassuna foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura, de 1967 a 1973 e do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, de 1968 a 1972. Foi nomeado, em 1969, Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, ficando no cargo até 1974. De 1975 a 1978 foi Secretário de Educação e Cultura do Recife. Interrompeu sua carreira de dramaturgo dar aulas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Doutorou-se em História pela mesma universidade, em 1976, defendendo a tese A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão Sobre a Cultura Brasileira. Foi professor por 32 anos, onde ensinou Estética e Teoria do Teatro, Literatura Brasileira e História da Cultura Brasileira. Aposentou-se como professor em 1994. Depois disso, foi secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

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