Confusão de lutas

O filme G.I. Joe - Retaliação é uma continuação que não honra o original

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2013 | 02h11

Quem viu G.I. Joe - A Origem de Cobra, por certo se lembra do final, quando o vilão Zartan, aliado de Cobra, assumia a identidade do presidente dos EUA. Boa coisa não viria daí. G.I. - Retaliação, o novo filme da franquia inspirada nos bonecos da empresa Hasbro (no Brasil, quem fabricava era a Estrela: primeiro Falcon, depois Comandos em Ação), prossegue de cara com a destruição dos G.I.s para que o plano de Zartan e Cobra possa ir adiante.

A grande surpresa é que Duke, Channing Tatum, morre logo no começo para que a aventura seja estrelada por Dwayne Johnson, ex-The Rock. Durante algum tempo do filme você fica esperando que o protagonista volte, mas boa parte do elenco original já caiu fora antes dele - Dennis Quaid, Marlon Wayans, etc. O que muda em Retaliação, realmente, não é para melhor.

Idealizada pelo produtor Josef Sommners, de outra franquia, A Múmia, G.I. Joe pode até, eventualmente, ser divertido, mas a condição para isso é que o espectador abra mão da lógica. Nada faz muito sentido no filme dirigido por Jon M. Chu, que havia feito o documentário sobre Justin Bieber, Never Say Never. Era o título de uma velha aventura de 007, fora da série oficial. Nunca diga nunca à falta de senso dos produtores de Hollywood. Eles sempre vão adiante de suas expectativas no rumo da tolice absoluta.

As cenas são meio aleatórias para que o filme possa celebrar a recuperação do vilão Storm Shadow, integrado aos G.I.s para lutar ao lado dos heróis. Ou então para que Jaye, a bela Adrienne Palicki, aposente os coturnos e pareça sexy num vestido vermelho, antes de arrancar do General Colton, Bruce Willis, a continência que seu pai militar não teve tempo de lhe prestar.

As explosões não param. O patriotismo dá o tom. Até os G.I.s já foram... Menos ruins? Este é muito barulho por nada.

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