Kevork Djansezian/EFE
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Condenação do médico de Michael Jackson pode elevar vendas

Jackson já é a celebridade falecida com a maior arrecadação, com vendas de 170 milhões de dólares no ano passado, segundo site da 'Forbes'

ALEX DOBUZINSKIS, REUTERS

04 de novembro de 2011 | 12h04

A condenação por homicídio do médico de Michael Jackson poderia impulsionar a imagem do falecido astro do pop e abrir oportunidades para a venda de seus produtos em diversos mercados, disseram especialistas da indústria.

Um júri de Los Angeles começa as deliberações nesta sexta-feira no julgamento de seis semanas do dr. Conrad Murray. O médico está sendo acusado de homicídio culposo na morte do cantor em 2009, causada pelo anestésico propofol e sedativos.

Jackson já é a celebridade falecida com a maior arrecadação, com vendas de 170 milhões de dólares no ano passado, segundo uma lista divulgada na semana passada pelo site financeiro Forbes.com.

O apelo mundial do cantor de "Thriller" aumentou desde sua morte, mas alguns especialistas disseram que a imagem de Jackson foi manchada por conta de seus últimos dias tomando drogas intravenosas para conseguir dormir. Essa imagem pode ser apagada se o júri condenar Murray, e Jackson for visto como vítima de seus cuidados negligentes.

"Para vender Jackson à próxima geração de consumidores e para que os pais se sintam confiantes com Jackson, esse estigma precisa ser eliminado, e é isso que a condenação de Murray precisa fazer", disse Jo Piazza, autor de um livro que será lançado, "Celebrity, Inc.", que analisa os astros e sua imagem comercial.

Do contrário, Jackson "será sempre conhecido como alguém que morreu da overdose de drogas", disse Piazza.

As crianças estavam entre os consumidores mais fervorosos da música e dos produtos de Jackson desde sua ascensão estratosférica nas paradas de pop nos anos 1970 e 1980. Mas seu apelo foi prejudicado por alegações de abuso infantil quando em sua fase adulta e por seu julgamento e absolvição em 2005 das acusações de abuso sexual.

Depois de seu julgamento, suas finanças atingiram o ponto mais baixo, e ele acumulou 400 milhões de dólares em dívidas.

Documentos do tribunal indicam que os bens de Jackson, administrados pelo advogado de Los Angeles John Branca e o executivo da indústria musical John McClain, pagaram rapidamente as dívidas com a arrecadação de 310 milhões de dólares em lucros em 2010. Mas para continuar crescendo, é necessário atingir novos mercados.

(Reportagem de Alex Dobuzinskis)

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