Comunidade Nin-Jitsu encerra festival Rec-Beat no Recife

Revigorante. Foi como o vocalista Mano Changes, da Comunidade Nin-Jitsu, resumiu a bombástica apresentação do grupo gaúcho, que encerrou o Rec-Beat na madrugada de ontem no Cais da Alfândega, no Recife Antigo. Com 15 anos de carreira consolidada no Sul, foi a primeira vez que eles tocaram não só na cidade, mas no Nordeste. Melhor estreia não se previa para essa banda pioneira no Brasil na mistura de funk ao estilo carioca com rock pesado e rap.

AE, Agência Estado

10 de março de 2011 | 11h02

Mano, Fredi Endres (guitarra e programações eletrônicas), Nando Endres (baixo) e Gibão Bertolucci (bateria) suaram muito a camisa, mas com canções de alto poder de combustão, letras cheias de bom humor e safadeza sexual, em outro sentido nem precisavam se esforçar muito para se dar bem com a galera do gargarejo que berrava junto com eles em coro ensandecido músicas como "Detetive", "Atividade na Laje", a fusão de "Come As You Are", do Nirvana, com "Rap da Felicidade", de Cidinho e Doca, e principalmente "Ah! Eu Tô Sem Erva", no grande final.

Como disse Mano, eles estavam ali para trazer diversão, com "tesão de tocar" e ainda tendo "a honra" de ser o head-liner de todo o festival. "O melhor elogio que a gente recebeu foi quando disseram que a gente é uma banda de show, não de disco", disse o vocalista no camarim, visivelmente satisfeito com o resultado do show, bem como todos da banda. Foi uma das apostas mais certeiras de Antônio Gutierrez (o Guti), mentor e diretor do Rec-Beat, que sabia do potencial festivo do pancadão sonoro da banda.

A ótima qualidade dos equipamentos de som do Rec-Beat propicia às bandas botarem mais pressão nos shows. Isso faz muita diferença, como já se viu em shows de Lucas Santtana, Renegado e a dupla belga Madensuyu, no ano passado, e este ano com Baiana System, Guizado, Thalma de Freitas, Criolina e Comunidade Nin-Jistsu. Das quatro atrações internacionais, a melhor surpresa foi a rapera chilena Ana Tijoux. Com voz bem projetada, afinada e de bonito timbre, Ana cantou acompanhada do climático tecladista André Celis e do aditivado baterista Abraham Yusef, que reforçaram as ótimas bases pilotadas pelo DJ Dacel.

Além do bom som, outra marca do festival são as projeções no telão e nesta edição o que mais se destacou foi a bela arte que o artista plástico Felipe Cartaxo criou exclusivamente para o Baiana System. Ele fez até máscaras carnavalescas especiais para distribuir para o público. O momento mais engraçado foi no show de Odair José, quando cantou "Porque Brigamos", tendo ao fundo imagens de Fernanda Montenegro e Paulo Autran na cena clássica de guerra de comida no café da manhã, na novela "Guerra dos Sexos", de 1983. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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