Comprador misterioso do quadro 'O Grito' permanece anônimo

Dois dias depois da venda do quadro "O Grito", de Edvard Munch, ter batido o recorde de obra de arte mais cara já vendida em um leilão, a identidade do comprador permanece desconhecida -- talvez não por muito tempo.

CHRIS MICHAUD, REUTERS

04 de maio de 2012 | 14h50

As especulações sobre quem comprou a pintura vão de magnatas da Rússia, colecionadores asiáticos e bilionários norte-americanos a museus e empresários da Internet.

Permanecem fechadas, no entanto, as bocas dos que sabem dentro da Sotheby´s, onde a pintura foi vendida na quarta-feira.

Ao menos por enquanto, embora se tenham ouvido alguns marchands dizerem que o comprador não demoraria a aparecer.

"Há uma distinção entre divulgar a identidade no momento da compra e divulgar a identidade mais tarde - seja mostrando em casa aos amigos ou por meio de empréstimos a instituições públicas", disse Marc Porter, presidente e chairman da Christie's Americas.

"Assim seria um caso de observar esse espaço. Nós muito provavelmente deveremos saber sobre o comprador nos próximos seis meses", acrescentou ele.

Sete ou oito licitantes participaram do frenesi da noite de quarta-feira no salão de vendas em Nova York, onde os lances começaram em 40 milhões de dólares.

No final, restaram dois licitantes competindo via telefone por meio dos executivos da Sotheby´s. Charles Moffett, vice-presidente da Sotheby´s para Arte Impressionista, Moderna e Contemporânea, prevaleceu com 107 milhões de dólares - ou 119,9 milhões de dólares, incluindo a comissão.

O comprador tem uma carteira bem cheia. A mão de Moffett levantava a mão quase imediatamente depois que o seu competidor erguia o braço - em um sinal de que estava autorizado a ir além.

David Norman, co-presidente da Sotheby´s para arte impressionista e moderna, disse na semana passada que nesse nível "cerca de 10 candidatos estariam em posição para comprá-lo" ou talvez até 15.

As especulações sobre a identidade do comprador giraram em torno do bilionário de origem russa Leonard Blavatnik, do magnata russo Roman Abramovich e do cofundador da Microsoft Paul Allen.

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