''Comparação com o Joy Division é preguiçosa''

CHARLES CAVE, BAIXISTA DA BANDA WHITE LIES

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2010 | 00h00

O baixista Charles Cave, do White Lies, falou com exclusividade ao Estado sobre o teste crucial do segundo disco.

Alguns críticos dizem que vocês são "a versão britânica do Killers". Isso incomoda você?

Não me incomoda. São jornalistas preguiçosos que dizem isso. Optam pela primeira comparação que lhes vem à mente. Se dizem isso por causa dos teclados, é besteira, porque há diversas bandas que fazem isso. Não estamos copiando ninguém, é preguiça intelectual comparar a gente com o Joy Division.

Mas o som lembra mesmo Joy Division algumas vezes, não?

Acho que algumas pessoas veem semelhança de uma música nossa com Love Will Tear Us Apart. Mas temos outras bandas daquela época como referência. A maior delas é o Talking Heads, é uma de nossas favoritas.

O seu primeiro disco foi um sucesso. Estão preocupados a respeito da recepção ao novo?

Não. Estamos confiantes. Acho até que o primeiro teve mais pressão. A gente vivia aquela expectativa: será que as pessoas vão gostar, aceitar? Agora não, a gente estava animada compondo e pesquisando.

No David Letterman, vocês se vestiam todos de preto, havia flores no chão. Têm sempre preocupação com a imagem?

Na verdade, somos desleixados. Mas aquela era uma ocasião especial, ficamos com medo de parecermos estranhos apenas de jeans e camiseta. Acho que era uma ocasião que merecia uma produção.

Há duas garotas idênticas na capa do novo disco. São gêmeas? Qual é o simbolismo?

Sim, são gêmeas. Quisemos é enfatizar a ideia de que a existência tem sempre muitas dimensões: há o impulso de destruir a si mesmo, há o de preservar. Há sempre outra opção.

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