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Como a pandemia de coronavírus influencia as cores que estão em alta?

Além das tonalidades neutras, claras e pastel - os tons de pijama, a quarentena também fortaleceu como tendência nuances terrosas e verdes em referência à natureza

Gabriela Marçal, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2020 | 10h00

As atividades comerciais estão sendo retomadas aos poucos, ainda assim o pijama é ‘o look’ usado diariamente por muitas pessoas que continuam em home office ou que deixam suas casas apenas para trabalhar e evitam saídas sociais. Você pode até estar vestindo aquele conjunto confortável que você já tinha há um bom tempo, mas saiba que essa escolha está influenciando tendências de cores na moda

Por isso estão em alta agora o cinza, tons neutros e claros. Além de inspirarem calma durante a pandemia do novo coronavírus, essas tonalidades são atemporais, funcionam em qualquer estação, e podem serem combinadas entre si - fatores importantes também em um cenário financeiro ruim.

“Está todo mundo muito preocupado com a questão da saúde, mas com a economia também. A sociedade vai ter agora uma cobrança de menos ostentação, de um lado mais humano, de as pessoas terem mais calma. Eu não vejo que a moda nesse momento, nem em um futuro próximo, vai ser de ostentação”, avalia a consultora de tendências Silvia Scigliano.

As tonalidades pastel também ajudam a trazer essa atmosfera de tranquilidade e, portanto, também ganham destaque. A especialista em tendências da WGSN Daniela Penteado se refere a elas como “tons esmaecidos”: rosa “pálido”, lilás “bem mais leve que lavanda”. 

De um lado há uma tendência que surge pelo excesso do uso dos pijamas, do outro a falta do contato com a natureza é que traz uma cartela de cores um pouco mais quente. 

A busca pelo bem-estar físico e emocional também dá relevância para tonalidades terrosas e verde. “Essas cores conseguem nos conectar com a natureza e essa questão do ar livre vai ser muito potencializada”, diz Daniela. 

Silvia acrescenta outro fator para justificar a alta desses tons naturais. “As pessoas estão muito dentro de casa e observar o meio ambiente passa a mensagem sobre do tempo que a natureza precisa para florescer, para se desenvolver. Precisamos ter paciência com esse tempo que não está sob nosso controle”, afirma.

Enquanto não é possível aproveitar plenamente áreas com grama e terra, o período de recolhimento levou para dentro da cozinha. A ascensão da culinária caseira teve influência até mesmo na cartela de cores da moda. O fenômeno traz nuances amareladas com inspiração em sorvete de abacaxi, sorbet de manga, manteiga e pão artesanal.

Mas já dizia o ditado popular: se todos gostassem de amarelo o que seria do azul? A tendência das cores calmas pode não agradar a todos, portanto também há espaço para as tonalidades mais vibrantes e até mesmo brilho. 

Da imersão no universo digital vem o azul cobalto, o verde neo mint e o violeta. Segundo a especialista em tendências da WGSN, essas cores trazem felicidade e inspiração. “Elas podem ser usadas juntas formando um contraste. Ou podem vir como pontos de alegria para combinar com tons mais minimalistas e tranquilizadores que trazem conforto e bem-estar.”

Segundo Silvia Scigliano, de maneira geral, a pandemia de coronavírus acelerou e consolidou as tendências de cores atuais.

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