Willy Sanjuan/Invision/AP
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Comissão para combater assédio sexual é criada por artistas e empresas de entretenimento nos EUA

Executivos de quase todos os principais estúdios de Hollywood, emissoras de TV e gravadoras concordaram em fundar e financiar o grupo que será liderado por Anita Hill

Andrew Dalton, AP

16 Dezembro 2017 | 19h50

As principais figuras e empresas do ramo do entretenimento criaram uma comissão para combater condutas sexuais inadequadas. Ela será liderada por Anita Hill e sua criação ocorre após a onda de acusações contra Harvey Weinstein.

Um comunicado emitido na sexta-feira, 15, anunciou a criação da Commission on Sexual Harassment and Advancing Equality in the Workplace (Comissão para o combate ao assédio sexual e pela igualdade no mercado de trabalho), um grupo nascido de uma reunião organizada pela produtora de Star Wars Kathleen Kennedy e por outras proeminentes mulheres da indústria.

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“A comissão não vai buscar uma solução única, mas uma estratégia compreensível para chamar a atenção para as complexas e inter-relacionadas causas dos problemas de igualdade e poder”, disse Kennedy no comunicado.

Executivos de quase todos os principais estúdios de Hollywood, emissoras de TV e gravadoras participaram do encontro e concordaram em fundar e financiar o grupo, também disse o comunicado. A longa lista inclui Bob Iger, CEO da Disney; Karen Stuart, CEO da Paramount;  Sir Lucian Grainge, CEO da Universal Music Group; e Leslie Moonves, da CBS. As academias de cinema de de música e as principais agências e sindicatos também endossaram.

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“O fato de que tantos líderes da indústria (cinema, televisão, música, digital, agências,, sindicatos) se reuniram, numa sala, para discutir soluções abre caminho para uma nova era”, disse Kennedy.

O grupo escolheu a professora de Direito Hill, que foi quem chamou a atenção da nação para o conceito de assédio sexual em 1991 quando ela acusou seu então chefe, o juiz Clarence Thomas, de assediá-la.

“É hora de acabar com a cultura do silêncio”, disse Hill no comunicado. “Estou nessa luta há 26 anos. Este momento se apresenta como uma oportunidade sem precedentes de fazer uma mudança real.” A comissão ainda vai escrever sua missão e prioridades.

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