Comédia 'A Guerra dos Vizinhos' chega aos cinemas

Num fictício bairro de classe média baixa em São Paulo, duas famílias vizinhas vivem em pé de guerra. De um lado estão três idosas solteironas, Adélia (Eva Wilma), Dircinha (Vera Mancini) e Beatriz (Karin Rodrigues), mais conhecidas como irmãs Coleratti; do outro, o casal fogoso formado por Nenê (Tony Correia) e Marysa (Angela Dip), mais o filho deles, José Maurício (Natan Vergas) e a empregada, Alice (Fabiula Nascimento).

AE, Agência Estado

24 de setembro de 2010 | 10h33

A comédia "A Guerra dos Vizinhos", que estreia hoje nos cinemas, é o primeiro longa-metragem do diretor Rubens Xavier. Acostumado a dirigir documentários, ele conquistou o prêmio de melhor diretor para curta em 16mm, no Festival de Gramado, quando realizou o documentário "Pedeguerra". E confessa que foi inspirado numa matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo que ele fez a comédia. "Em janeiro de 1991, li uma matéria sobre um caso ocorrido em São João da Boa Vista (interior de São Paulo) em que um juiz havia dado uma sentença muito esdrúxula para senhoras fofoqueiras que arrumaram confusão com seus vizinhos".

Ele lembra que elas teriam de prestar serviços comunitários e cumprir um voto de silêncio durante a pena. "Dei muita risada quando li aquilo e resolvi ir até a cidade investigar o caso", conta. O roteiro foi concluído em 2003 e, em 2008, as cenas da comédia começaram a ser rodadas.

Na trama, Nenê é um taxista português que leva uma vida simples com a família, mas sua mulher não está contente com essa situação. Para tentar elevar seu poder aquisitivo eles abrem uma oficina mecânica no quintal de casa.

O convívio entre os vizinhos já é tumultuado e cheio de picuinhas. O trio não suporta o barulho da oficina e qualquer gesto do casal pode soar como ofensa. A gota d?água é quando Adélia, Dircinha e Beatriz descobrem que Marysa está usando a velha receita de compota de frutas delas. E pior, quer ganhar dinheiro com isso. É aí que entram os elementos da história real. Na guerra que envolve desde a construção de um muro maior entre as casas, até bola de futebol furada, entra a Justiça. As informações são do Jornal da Tarde.

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