Começa no Clube A Hebraica o Salão de Arte

A diversidade do já tradicional Salão de Arte, que ocorre há 12 anos no Clube A Hebraica e reúne galerias, antiquários, joalherias e designers, é positiva, como diz a organizadora do evento, Vera Chaccur Chadad. Para ela, eventos paralelos que fazem parte do calendário de São Paulo, como a nova feira SP Arte, focada somente na produção artística contemporânea, ou feiras de antiquários, atraem públicos específicos, interessados somente em produtos determinados. "Já aqui, se o visitante se interessa por arte contemporânea ou moderna, terá galerias para ver e, ao mesmo tempo, poderá comprar uma peça antiga", diz Vera - sim, há desde uma escultura de Buda, datada do ano 2 a.C. (do stand de Pedro Tinoco) até obras de mestres como Iberê, Portinari e Palatnik e do contemporâneo Artur Lescher.Mas ela mesma diz que a palavra "antiguidades", que acompanhava até então o título do salão, estava "depreciando" o caráter do evento. "O salão evoluiu. Pensei que chamá-lo Salão de Arte era o mais certo já que ´Arte´ engloba tudo: a antigüidade, a arte popular, as peças de design", continua Vera. Nesta segunda-feira ela inaugura o Salão de Arte 2006, que nesta edição conta com 65 expositores do Brasil e do exterior. Todo ano o Salão de Arte tem um caráter beneficente (nesse, toda a renda obtida na bilheteria será revertida para a Pediatria do Hospital do Coração). Salão de Arte 2006. A Hebraica. Rua Dr. Alberto Car-doso de Mello Neto, 115,Jardins, 3088-2625. 3.ª a6.ª, 15 h às 22 h; sáb. e dom., 13 h às 22 h. R$ 15. Até 20/8. Abertura hoje, 18 h

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.