Começa nesta quarta o 16º Mix Brasil com mais de 200 filmes

Mostra apresenta produções de diferentes gêneros, com destaque para a produção israelense

Patrícia Villalba, de O Estado de S. Paulo, Agencia Estado

12 de novembro de 2008 | 10h35

O 16º Festival Mix Brasil apresenta a partir desta quarta-feira, 12, e até o dia 23, em São Paulo, uma seleção de mais de 200 filmes ligados ao tema da diversidade sexual, espalhados por locais como o CineSesc, MAM, MIS, Centro da Cultura Judaica e Espaço Unibanco de Cinema. São filmes de todos os gêneros (drama, documentário, terror, comédia, pornô) com o que há de mais instigante no circuito internacional de festivais GLBT. "Há um padrão, entre aspas respeitável, da cultura gay, que virou um nicho de mercado, aceito pelo mercado de cinema", explica a organizadora do Mix, Suzy Capó. "O que nós procuramos, todos os anos, é mostrar visões alternativas da cultura gay, que não podem ser esquecidas. Senão, não faz sentido promover um festival da diversidade."   Veja também: Confira a programação completa no site do evento  Alguns exemplos dessa "diversidade da diversidade" estão na seção Mundo Mix que, todos os anos, apresenta filmes de uma geografia específica. Neste ano, o festival traz dez longas e quatro curtas-metragens de Israel. Logo na abertura, será apresentado Antártica, com a presença do diretor, Yair Hochner, também diretor do Festival Internacional de Cinema GLBT de Tel-Aviv. O diretor mostra também Fucking Different Tel-Aviv. Há ainda Japan Japan, de Lior Shamriz, que, construído a partir da improvisação de cenas pré-escritas, apresenta a história de um rapaz de 19 anos que vive em Tel-Aviv, mas sonha morar no Japão. Neste ano, a organização do festival comemora recorde na seleção de produções brasileiras. São 52 filmes vindos de todo País, 20 deles na mostra competitiva de curtas. "O mais impressionante não são os números em participação, mas a qualidade", observa Suzy. "O que mais chama a atenção é a qualidade dos filmes da mostra competitiva e dá para perceber que houve um crescimento, que as pessoas dominam a linguagem. É um reflexo do espaço que se criou dentro do mercado cinematográfico para obras dessa temática da diversidade sexual. Agora existe um mercado para isso."No programa Panorama Brasil deste ano, que faz um apanhado dos longas que tiveram destaque em festivais internacionais, está Otto; ou Viva a Gente Morta, novo filme do diretor pornô punk canadense Bruce LaBruce, lançado no Festival de Sundance neste ano. Aventura bizarra, conta a história de um morto-vivo gay, Otto, que, sem memória, levanta da tumba para perambular pelas ruas de Berlim. Ele terá um encontro devastador co uma cineasta indie que, ansiosa por uma experiência digamos visceral, resolve contar a história do amigo zumbi. Após a etapa paulista, os filmes serão exibidos em Belo Horizonte, de 8 a 14 de dezembro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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