Começa na Bahia o 5.º Mercado Cultural

O normalmente quente verão baiano,que na verdade começa na primavera, vai pegar fogo nesta semanacom o 5.º Mercado Cultural, maratona artística que reúne, a partir de hoje e até domingo, 1.500 participantes doBrasil e de diversos países em teatros, galerias, casas de showse ruas da cidade. O Instituto Casa Via Magia, que organizou oevento, espera a presença de 60 mil espectadores/dia para asapresentações ao ar livre (nas praças do Pelourinho) e 30 milnos eventos fechados. Não será apenas de diversão o 5.º Mercado: produtores,artistas, autoridades e mecenas discutirão os principaisaspectos do mercado cultural como distribuição, pirataria, selosindependentes e políticas governamentais para o setor. Alémdisso, muitos negócios devem ser fechados entre artistas eagentes para futuras apresentações em outras cidades. O ministroda Cultura, Gilberto Gil, e 50 líderes mundiais do métieraproveitam o evento para lançar oficialmente o 1.º FórumCultural Mundial, marcado para o próximo ano em São Paulo. Na programação,os tradicionais batuques baianos do Ilê Aiyê, MaleDebalê e Muzenza, blocos afros que são destaques do carnavalbaiano, ao Mladinsko Theater, grupo teatral da Eslovênia queapresentará a peça Silence, Silence, Silence, passando porinstrumentistas, músicos, dançarinos, pintores e fotógrafos. Lenine, talvez o mais famoso de toda a turma, formadapredominantemente por artistas independentes e talentosos, maspouco conhecidos, subirá no palco para um duo com a cantora folkamericana Ani Franco (repetindo a participação especial no CD"Falange Canibal" do pernambucano) enquanto o grupo LosJubilados mostrará o melhor da tradicional e dançante músicacubana. Destaque também para as atrações Barbatuques, DonaZica eBojo. Nas principais galerias da cidade, exposições de artesplásticas saciarão a fome dos amantes desse gênero. Os shows aoar livre são grátis, enquanto os espetáculos em ambientesfechados custarão de R$ 5 a R$ 10. Estima-se que o 5.º Mercadogere recursos da ordem de US$ 6 milhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.