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Começa hoje o festival de Músicos de Metrô em SP

Maioria dos participantes é inexperiente quando o assunto é se apresentar em lugares públicos

AE, Agência Estado

08 de novembro de 2010 | 09h05

Começa hoje e vai até o dia 12, o projeto Músicos de Metrô - Red Bull Sounderground, que transformará o metrô de São Paulo num verdadeiro palco onde se apresentarão 20 artistas e grupos musicais do Brasil e de outros oito países. São músicos de cidades como Barcelona, Berlim, Cidade do México, Londres, Montreal, Moscou, Nova York e Paris, fazendo performances para aproximadamente 3,5 milhões de pessoas que circulam diariamente pelo metrô de São Paulo. Diferentemente do que acontece nas centenárias redes de metrô de Paris, Nova York e Moscou, por exemplo, em São Paulo não existem músicos se apresentando dentro das estações, prática proibida por aqui.

Durante toda essa semana, no entanto, será comum observar músicos tocando tango, samba, jazz e outros ritmos pelas estações da cidade. Diante de todos esses artistas, haverá um chapéu, no chão, para quem quiser fazer sua contribuição. De São Paulo, serão nove músicos, que se apresentarão utilizando guitarras, violões, violinos, saxofones e sanfonas. Eles foram escolhidos por meio de um concurso na internet e receberão um cachê de R$ 900 para tocar duas horas por dia, durante os cinco dias.

Um dos pontos interessantes do evento é que a maioria dos participantes é inexperiente quando o assunto é se apresentar em lugares públicos. É o caso do trio Vivian Del Pintor, formado por Vivian, 20 anos, Cláudia Peracio, 21, e Vinícius Hoffman, 23. Os três são estudantes de música e foram selecionados a partir de um concurso organizado pela Red Bull na internet. "Trabalho no shopping como vendedor", diz Vinícius. "Vai ser uma experiência diferente tocar no metrô. Espero que as pessoas parem para escutar nosso som". O trio tocará músicas pop, de bandas como Coldplay e Oasis, e nacionais - Frejat, Cazuza e Roberto Carlos.

Outro que também nunca tocou no metrô é Pedro Loop, 24 anos. "O interessante no metrô é que o público se renova a cada novo trem que chega", diz. Pedro é músico profissional e toca baixo na banda Família Gângster. "Nunca precisei tocar na rua para ganhar dinheiro. Sempre foi por diversão", diz ele, que fará um som que mescla jazz e funk. Já a funcionária pública Ana Goes, 35 anos, fará um show bem ao estilo dos músicos de metrô. Seu instrumento será um saxofone, por onde sairão canções de gente como Ray Charles e John Lennon. "Não ganho nada com a música. Faço por prazer", diz. "Tenho certeza de que vou amar essa experiência. Quero que minha música ajude os usuários do metrô a relaxar".

Entre os destaques internacionais, estão os artistas Anatol Eremciuc, de Barcelona, que toca acordeão, e o inglês Lewis Floyd Henry, que toca guitarra. Lewis faz um som eclético e sua performance segue a linha do "one-man-band" (banda de um homem só), na qual o músico toca vários instrumentos ao mesmo tempo. Mas a performance mais criativa vem de Nova York. Mais do que apenas mostrar seu som, o duo Tribal Baroque, formado por Lila? Angelique e Thoth, faz uma apresentação com pegada circense, que mistura violino com trajes teatrais. E não poderia ser diferente, já que Lila é filha de uma cantora da Broadway e Thoth, de uma timpanista de música clássica. O som da dupla é uma mistura de ritmos tribais e tradicionais. As informações são do Jornal da Tarde.

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