Começa a 16.ª edição do Festival de Teatro de Curitiba

Começa nesta quinta-feira, 22, a 16.ª edição do Festival de Teatro de Curitiba. Mais uma vez a capital paranaense abrigará duas centenas de espetáculos em diferentes espaços teatrais, além de praças e ruas. Mais uma vez o evento se divide em mostra oficial, com 21 espetáculos; infanto-juvenil com 29 montagens; e a paralela ou Fringe, com cerca de 180 - há sempre cancelamentos de última hora. No ano passado, a alta média de qualidade da mostra principal tornou ainda mais visíveis os problemas do Fringe, como ausência de curadoria, queda de qualidade média e redução da abrangência nacional. Um quadro apontado em manifesto assinado por 17 jornalistas de diferentes cidades. Na edição deste ano, ao que tudo indica, a mostra oficial volta a ter bons espetáculos, e o Fringe a apresentar inchaço, com quase 100 espetáculos da própria capital paranaense, muitos deles já apresentados em outras edições. Ínfima é a participação de Estados fora das regiões Sudeste e Sul; entre as 180 peças do Fringe, não chegam a duas dezenas, os grupos de regiões do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Sendo assim, o foco deve ficar mesmo sobre a mostra principal. Alguns espetáculos já chegam ao festival aprovados por público e crítica em suas cidades de origem, entre eles Besouro Cordão-de-Ouro, musical dirigido por João das Neves, principal atração do primeiro fim de semana da mostra - com apresentações no sábado e domingo - e cujos ingressos já estão esgotados. Entre as estréias, o público curitibano parece apostar na peça Odeio Kombi, texto de Hugo Possolo dirigido por Jairo Mattos, que só será apresentada na mostra a partir da quarta-feira, mas já tem ingressos esgotados desde o fim de semana passado. Impossível não aguardar com expectativa positiva a estréia de Refeição, nova peça de Newton Moreno, autor pernambucano que vive em São Paulo, sem dúvida um dos mais talentosos da leva de dramaturgos que despontou a partir da década de 90. Nessa sua peça ainda inédita, ele parte do tema do canibalismo para discutir relações interpessoais no mundo contemporâneo por meio de três histórias. Na direção, a premiada atriz Denise Weinberg. No Fringe, chama atenção o boom de espetáculos de Curitiba.

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