Com Zulu, Sandpiper apresenta sua moda despretensiosa

Marca, que tem 24 anos de praia, apostou em muitas bermudas, calças xadrez e casacos com gorro

Roberta Pennafort,

11 de janeiro de 2008 | 23h11

A Sandpiper não brinca em serviço e trouxe para o Fashion Rio sua moda bem comercial e despretensiosa, que é a cara dos meninos do Rio. No cenário, um trem de onde saem os mais diferentes tipos, inspirados no que o estilista Napoleão Fonyat vê pelas ruas. "As pessoas pegam um volume de informação monumental e criam seu próprio estilo. Imaginei um lugar onde as pessoas chegam cada um com sua personalidade", contou Fonyat, que mais uma vez convidou o modelo Paulo Zulu para ser sua Estrela.  Veja também: Desfile-performance de Layana Thomaz mostra bastidores ao público Nessa brincadeira valeu de tudo: até homem de saia e mulher de gravata borboleta. A marca, que tem 24 anos de praia, apostou em muitas bermudas, calças xadrez e casacos com gorro. Para as meninas, saias balonê, malhas básicas e chapeuzinhos cheios de charme. Zulu, bronzeado e com calças bem apertadas, foi recebido com gritinhos da platéia - não poderia ser diferente. Black total A mineira Graça Ottoni fez um desfile na linha "black total". Na passarela, uma profusão de vestidos de festa negros como a noite. Pretinhos nada básicos, transparentes e sugestivos - no estilo lingerie, regata, de alcinha, com amarração na cintura... Monótono? Talvez. Sem dúvida, elegante. "Nesta coleção eu não tinha um tema definido. Foquei em mulheres cultas, criativas, apaixonadas, sedutoras", diz a estilista, conhecida por seus bordados e estampas bem-cuidados. Graça acertou em cheio nas peças em que combinou ouro velho e preto em rendas. Ponto, também, para os modelos com brilhos nas laterais e na gola - figurinos para uma noite de inverno tropical a dois, como sugeria a trilha sonora ("Besame Mucho", "Dois pra lá, dois pra cá", e por aí vai). Tons mais claros também apareceram aqui e acolá, em blusas de cetim e vestidos de crepe Georgette.  Mito de Lilith E Deus criou a mulher... E Márcia Ganem se inspirou no mito de Lilith, primeira mulher a dividir o paraíso com Adão, para compor a mulher-serpente símbolo de seu outono-inverno 2008. Ela se veste de peças em tricô e crochê (à base de fibra de poliamida, a matéria-prima preferida da estilista baiana), sobrepõe cardigãs a saias, ousa em saias bem volumosas. Bem enxuta, a coleção de Márcia, que sempre valoriza a produção artesanal, se fixou no cinza, azul-marinho e verde militar; por vezes, surgia um vermelhão. A criadora, que costuma compor seus looks com jóias, enfeitou suas Liliths com peças em ônix e diamantes. "A Lilith moderna se posiciona, encara a vida cotidiana", acredita a estilista, cuja busca incessante é pelo "equilíbrio entre a modernidade e a delicadeza"

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