Com novas plataformas, TV paga quer outros critérios de audiência

A fim de vender melhor o seu peixe aos anunciantes e faturar mais, a indústria da TV paga começa a discutir como criar um novo modelo de mensurar sua audiência absoluta. Programadores e operadores querem que os números aferidos pelo Ibope, hoje presentes em nove regiões do País, sejam somados e balizados aos índices da programação não linear - aquela acessada pelo espectador pelas plataformas de vídeo sob demanda, quando, onde e como ele quiser. É um modelo que ganha hábitos cada vez mais consistentes por aqui, seja via TV, seja via streaming, sem falar no YouTube e nos sites dos próprios canais. Há aí uma soma que vai engordando e ainda não aparece nas negociações oficiais de publicidade da TV.

Cristina Padiglione, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2012 | 03h09

O assunto surgiu em painel moderado por esta colunista na ABTA 2012, congresso da Associação Brasileira de TV por Assinatura, na voz de Fernando Magalhães, executivo da Net, que levantou a questão em função do Now, plataforma de Video On Demand (VOD). Ainda que as operadoras tenham um retorno preciso sobre os acessos no VOD ou na web, sem necessidade de amostras para projeção, como pede a TV linear mensurada pelo Ibope, os executivos preferem que o saldo final seja computado por um terceiro instrumento ou órgão, a fim de dar credibilidade ao potencial de um produto.

Informalmente, a soma de público entre as plataformas disponíveis para se ver TV já fazem parte da conversa com anunciantes, mesmo na TV aberta. Programas como CQC, da Band, Comédia MTV e Saturday Night Live geram uma audiência extra TV na web que tem sido levada em conta na hora de seduzir a publicidade.

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