Com hubble, sem rumo no espaço

É muito curiosa a experiencia de se assistir a Hubble 3D. O média-metragem de Toni Myers é um projeto conjunto da Nasa com a Imax. No original, é narrado por Leonardo DiCaprio, mas passa dublado. As primeiras imagens remontam a 1989, quando o telescópio espacial ficou pronto.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2011 | 00h00

Num certo sentido, o Hubble é a maior realização técnico-científica do homem. Ele investiga os confins do universo, ajuda a responder a questões existenciais. Mas desde que ficou pronto, o Hubble sempre teve problemas e necessitou de consertos. O filme trata da mais recente - a definitiva - tentativa de viabilizar o Hubble. Acompanha os preparativos do grupo que realizou a operação. Tudo é muito esquemático e, muitas vezes, o filme perde tempo tentando fazer gracinha com a falta de gravidade no espaço ou a camaradagem entre os cientistas. Não há nenhuma tentativa de fazer suspense, do tipo - vai dar certo ou não? Os esclarecimentos sobre o mau funcionamento são mínimos.

Apesar disso, pelo menos parte dos 43 minutos da duração do filme são preciosos. Você nunca viu imagens do espaço, de galáxias distantes ou mesmo da Terra como aqui. O 3D cria a grandiosidade - é como se você estivesse sem rumo no espaço. Senão exatamente de religiosidade, Hubble 3D alimenta a sensação de espiritualidade.

HUBBLE 3D

Direção: Toni Myers. Gênero: Documentário (EUA-Canadá/ 2010, 43 minutos). Censura: Livre

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