Com grandes nomes estrangeiros, Flip chega ao 3.º dia

Nesta sexta, Mia Couto conversa com o romancista baiano Antônio Torres

Agencia Estado

06 de julho de 2007 | 16h40

Um dia com espaço para jovens escritores, como Cecília Giannetti, dramaturgos - Augusto Boal e Eduardo Tolentino - e grandes nomes da literatura contemporânea, entre eles a indiana Kiran Desai e o californiano Jim Dodge. Lugar também para música com a presença de Lobão em um dos debates ao lado de Chacal. Assim foi o segundo dia da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, que marcou o início dos debates, após a abertura oficial com o show da Orquestra Imperial na noite de quarta-feira. Esta sexta-feira ainda traz muito mais para os turistas que ainda começam a lotar a cidade histórica. Em dia de predominância de badalados nomes estrangeiros, o mundo das biografias abriu a série, às 10 horas, com os escritores Fernando Morais, Ruy Castro e Paulo César de Araújo - que se envolveu em recente polêmica que com o "rei" Roberto Carlos. Paulo César teve sua obra, Roberto Carlos em Detalhes (Editora Planeta) tirada das prateleiras, por meio de ação que o próprio cantor entrou na Justiça, alegando invasão de privacidade. O escritor "censurado" não deve deixar o tema de lado durante o debate.Mia Couto Às 11h45, o diálogo entre continentes e culturas tem vez com os autores Ahdah Soueif e Ana Maria Gonçalves. Mais tarde, às 15 horas, o moçambicano Mia Couto conversa com o romancista baiano Antônio Torres. Ambos trazem em suas obras personagens que vivenciam angústias relacionadas às suas terras. Também destaque do dia é a mesa Crime e Castigo que reunirá, às 17 horas, autores envolvidos, direta ou indiretamente, com a arte audiovisual: o escritor policial Dennis Lehane, autor de Sobre Meninos e Lobos (adaptado para o cinema) e o mexicano Guillermo Arriaga, roteirista de filmes como Amores Brutos e Babel. Encerra o dia, em ares de paz, a prêmio Nobel sul-africana Nadine Gordimer e o pacifista Amos Óz. Os dois são conhecidos questionadores da violência humana. E devem falar no debate, Panteras no Porão, sobre o envolvimento da arte literária com a busca pela paz. Manifestações artísticas A Flip deste ano ainda começa a receber os cerca de 12 mil turistas estimados pela organização durante os cinco dias de evento. A Praça do Chafariz, centro de agitação da cidade, registrou movimento tranqüilo na noite de quinta-feira. Pelas ruas, como sempre, muitas manifestações artísticas e os já conhecidos poetas anônimos. Muito artesanato e quinquilharias também se espalham por lojas e barraquinhas. As crianças se divertem na Flipinha, o evento paralelo voltado para esta faixa etária. A igreja, em reformas, apresenta o homenageado do ano, Nelson Rodrigues (morto em 1980), com um longo véu estendido, numa referência à obra Vestido de Noiva.

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