Pedro Pinho
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Com duas visões de Brasil, SPFW começa hoje no Ibirapuera

Mistura de coleções de verão e inverno e marcas com trabalho de ateliê devem dar o tom do evento

Sergio Amaral, Especial para O Estado de S. Paulo

21 Abril 2018 | 17h53

Dois Brasis, um tipo exportação e outro da vida real dos presídios, dão início na tarde de hoje à 45.ª edição da São Paulo Fashion Week, que ocorre até a próxima quinta, 26, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera, e em alguns pontos da cidade.

Com Anitta na passarela cantando músicas de seu repertório e clássicos da MPB e uma coleção intitulada Brasil com Z, a marca cearense Água de Coco abre a tarde, que contará ainda com a participação do projeto Ponto Firme, com crochês de detentos do presídio Adriano Marrey, em Guarulhos.

Ao longo de cinco dias, 29 desfiles apresentarão tanto coleções de inverno 2018, disponíveis para compra imediata, quanto do próximo verão, cujas peças devem chegar às lojas a partir do segundo semestre, uma mistura nova no calendário. “Atravessamos tempos difíceis mas isso também está nos obrigando a rever processos, a questionar o que queremos para o país. Muitos pilares ruíram, não valem mais”, diz Graça Cabral, diretora de estratégia da Luminosidade, organizadora do evento. “Os brasileiros sempre souberam se reinventar.”

Entre os destaques desta temporada estão as estreias das jovens marcas cariocas Handred e Beira, e da mineira Modem, além do retorno ao evento de Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço, dois medalhões da moda nacional.

São as marcas mais novas, com produção de ateliê, poucas ou nenhuma loja própria, um tipo de trabalho mais exclusivo, autoral e, num certo sentido, nichado, que devem dar o tom desta estação, já que grifes de maior difusão, como Água de Coco, Osklen, Lenny Niemeyer e Uma, são minoria nesta edição do evento.

Acompanhe a cobertura do pelo Instagram @modaebelezaestadao

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