Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Com a palavra, os ‘Angry Birds’

Peter Vesterbacka, um dos criadores da saga, conversa com o público brasileiro

Flavia Guerra , O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2013 | 20h30

Em 2009, quando foi lançado o jogo Angry Birds, a Rovio tinha apenas 13 funcionários. Quatro anos depois, Angry Birds é jogado por mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo e a Rovio já conta com 600 membros. Seguindo a lógica de sucesso dos pássaros raivosos mais famosos do mundo, o desenho animado da saga, Angry Birds Toons, já tem mais de 400 milhões de acessos na internet apenas cinco meses após seu lançamento. “É muito mais que apenas um jogo. É algo que se tornou parte da vida das pessoas. Todos os dias, mais de 35 milhões de pessoas jogam Angry Birds”, comentou Peter Vesterbacka, um dos criadores da franquia e de mais de 50 outros jogos eletrônicos, em conversa com o Estado por telefone.

Vesterbacka, que também é diretor executivo de marketing da Rovio, estava até ontem no México e embarca neste sábado, 3/8, para o Brasil. Em mais uma etapa de suas peregrinações internacionais para promover a saga, ele estará no Rio no domingo, 4/8, para conversar com o público do Festival Anima Mundi (que ocorre na capital carioca até o próximo dia 11 e começa em São Paulo no dia 14), às 18 horas, na Fundição Progresso. “Vou falar de como nós não queremos ser só entretenimento, também nos preocupamos com a formação de profissionais, com a educação. Este é um tema muito importante em nosso país”, comentou Vesterbacka. “A Finlândia é famosa pela qualidade de sua educação pública. Apoiamos vários programas de educação em Helsinque (sede da Rovio). Acho que, num futuro próximo, podemos fazer isso no Brasil também. A população é muito maior, mas é possível.”

Se a educação é objetivo a ser conquistado pela Rovio, a diversão já é terreno dominado. Hoje, a franquia tem, além do jogo, parques de diversão, brinquedos, livros, roupas e acessórios. Mas é na animação que as novidades devem surpreender os fãs.

Além do desenho animado, que pode ser visto na internet (www.angrybirds.com/toons) e aos sábados no canal pago Gloob, às 9h30, Angry Birds vai virar filme e chegar às telas em 2016. “Somos o maior estúdio de animação do norte da Europa. E lá vamos produzir, com a qualidade dos filmes de Hollywood, o primeiro longa-metragem dos Birds em 3D. E não vamos parar por aí”, contou o diretor.

O longa, aliás, vai contar mais da história que os 52 episódios de 2min30 começaram a contar. “Por que os pássaros e os porcos não se gostam? Como começou tudo? Onde isso vai dar? Além, claro, de ser muito divertido.”

Caso raro em que o game antecede o cartoon, Angry Birds só chega agora à forma de desenho animado, mas mira longe. “Sempre formos na contracorrente. Ganhamos a confiança dos fãs. Red, Chuck, Bomb e Matilda (personagens da saga) são carismáticos e conquistaram os corações do público muito antes de ‘virarem animados’. Tudo que fazemos é pensando nisso. Por isso é um sucesso.”

São essas e outras histórias que Vesterbacka conta hoje para os brasileiros. “O Brasil é onde estão alguns dos nossos maiores fãs. Além de mercado importante, em que há já parques temáticos dos Birds, é um país pelo qual temos carinho. O público é ótimo e muito participativo”, comenta o diretor, que também pretende inspirar novos animadores com sua palestra.

 

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