Colônia alternativa é ao lado do Projac

Era preciso tomar cuidado para não pisar na horta cenográfica ou subir as escadarias improvisadas com enormes pedras brutas. Tudo em meio a jardins, tendas, templo esotérico e casas de madeira. A cidade cenográfica da fictícia Jagatah, onde o ex-yuppie Bob (Marcos Winter) se transforma no alternativo Hanuman, é de tirar o chapéu. Durante a apresentação da novela à mídia, a diretora-geral, Denise Saraceni, exibiu algumas seqüências de Estrela-Guia, que segundo ela, não chega em esquema de superprodução (são R$ 100 mil por capítulo), mas "pelas vias da sensibilidade". As cenas arrancaram aplausos e assobios dos mais entusiasmados, como Rodrigo Santoro, Lucinha Lins e Maitê Proença. E foi um festival de gente vestindo batas hippies no telão, num clima de revival total ao som de Imagine (na voz de Paulo Ricardo) e Como Nossos Pais (com Elis Regina). "Queremos mostrar os novos hippies, que fazem artesanato, estão preocupados com o lado espiritual e não usam drogas", explicou a autora da novela, Ana Maria Moretzsohn. Maitê Proença, que vive Kalinda (mãe de Cristal), era outra que estava se sentindo em casa no sítio montado em Jacarepaguá. Embora ela e Marcos Winter participem apenas dos dez capítulos iniciais, já que seus personagens morrem num incêndio, Maitê fazia questão de elogiar a qualidade do trabalho e os dias passados em Pirenópolis. "Às vezes, a gente demora a fazer contato com outro ator, mas com a Sandy foi muito rápido. O Junior é mais molecote, ela é um pouco introspectiva, mas são todos muito simples. No terceiro dia, a Sandy já estava chamando todo mundo da equipe pelo nome. Foi uma atenção que ela quis ter. É uma menina muito carinhosa", derrama-se Maitê. Segundo Denise Saraceni, a cantora está superando as expectativas: "Ela está rendendo mais do que eu esperava. Não tivemos o mesmo tempo de preparação dos outros atores e é surpreendente como Sandy aprende rápido e amadurece a cada dia". O único ator que parecia pouco à vontade na festa era Guilherme Fontes, o Tony. Ele passou o tempo todo dando explicações sobre o porquê de ainda não ter finalizado o filme Chatô. "Trabalhei por 14 anos na Globo, estou voltando e achando que é um casamento que pode ficar mais sólido agora. Havia uma pressão para se criar uma imagem minha negativa. Nada melhor do que eu mostrar a cara na TV, numa atitude de reação."

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