Colômbia faz mostra com foco no espaço público

A 1.ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Cartagena contará com os brasileiros Beth Moysés, Maria Nepomuceno, Marcelvs e Inês Lombardi

Camila Molina, O Estado de S. Paulo

23 de janeiro de 2014 | 03h00

“A ideia central numa cidade-monumento como Cartagena de Índias, protegida pela Unesco, é como representar o passado no presente”, afirma a espanhola Berta Sichel, diretora artística da mostra bienal que faz, em 7 de fevereiro, sua estreia na Colômbia. A 1.ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Cartagena ficará em cartaz até 7 de abril e contará com a participação de cerca de 120 artistas, entre eles os brasileiros Beth Moysés, Maria Nepomuceno, Marcelvs e Inês Lombardi.

Berta Sichel, que foi curadora do departamento de filmes e vídeos do Museu Reina Sofia de Madri entre 2000 e 2011, diz que uma característica a ser destacada do evento é “a participação das pessoas que moram em Cartagena e, principalmente de descendentes africanos”. “Por isso há muita obra baseada no conceito de craft, ou seja, do uso de materiais não-tradicionais do vocabulário artístico, como a instalação que Maria Nepomuceno vai fazer com artesanatos e suas esculturas”, exemplifica.

Já a artista Beth Moysés exibirá fotografias e vídeos das performances que vem realizando, há anos, sobre a violência contra as mulheres. São registros de obras em cidades como São Paulo, Sevilha, Xangai e Dublin. “Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, farei também a performance Desatar Tiempos com a participação de 20 colombianas”, conta.

A Bienal de Cartagena, cujo orçamento não foi divulgado, vai se espalhar por vários espaços da cidade, como o Museu Histórico, o Museu Naval e a Casa Cultural Colombo Alemana, e terá obras públicas.

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