Coliseu reabre para espetáculos

Com lotação esgotada, o anfiteatro do Coliseu, monumento antigo mais famoso da Roma imperial, será reaberto amanhã para um espetáculo de teatro clássico. Após quase 1.500 anos, o templo da morte e da carnificina apresentará para 700 espectadores, na mesma arena onde 75 mil romanos outrora aclamaram os gloriosos e sangrentos combates, uma trilogia de Sófocles. O espetáculo será apresentado em um palanque de madeira erguido sobre uma área do labirinto subterrâneo que, na Antigüidade, abrigava gladiadores e animais selvagens. O anfiteatro, concluído sob o mandato do imperador Tito, em 80 d.C., foi sede de um espetáculo pela última vez no ano 523. O espaço vinha sendo reformado há oito anos, a um custo de US$ 724 mil. Os atores chegarão ao palco por uma ponte de madeira, que liga a estrutura na extremidade ocidental do Coliseu às passagens subterrâneas. Ao construírem o novo palco, os arquitetos pretenderam proteger as passagens de pedra contra novos danos. Para assistir à premire absoluta, os espectadores não recusaram pagar US$ 50 por uma poltrona (as de amanhã estão todas reservadas para as autoridades e personalidades locais), e US$ 20 por um lugar de pé. O festival, que terá início nesta quarta-feira e se estenderá até 6 de agosto, será composto por três tragédias de Sófocles: Édipo Rei, que será levada pelo Teatro Nacional de Atenas, Antígona, pelo Centro de Arte Dramática de Teerã, e a versão musical de Édipo um concerto de Mendelssohn, com a Orquestra da Academia de Santa Cecília, de Roma.

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