Coletivos na revolução digital

Criado em 2006 em Florença, o coletivo Terra Project reúne os italianos Michele Borzoni, Pietro Paolini (que estarão em Paraty), Rocco Rorandelli e Simone Donati. Por e-mail, Pietro respondeu às seguintes perguntas:

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h42

Como e por que nasceu a ideia

do Terra Project?

Nasceu da vontade de dividir a mesma paixão. Estamos cada vez mais seguros da importância que o coletivo tem na nossa trajetória profissional e no panorama internacional da produção fotográfica. Começamos na Itália e, este ano, iniciamos projeto sobre agricultura no mundo, o primeiro em escala mundial.

Muito já se falou sobre a pretensa morte do fotojornalismo, mas hoje assistimos sua volta em grande estilo pelos coletivos. Como vocês veem essa questão?

Os coletivos estão aumentando, propondo sempre coisas novas justamente por causa da crise do mercado. Nunca pensamos que o fotojornalismo ou a fotografia documental estivessem morrendo. A revolução digital e a crise econômica transformaram completamente os instrumentos e o cenário no qual o fotógrafo se movimenta. Temos de ter a coragem de deixar para trás o antigo modo de pensar e ver fotografia para valorizar o que está nascendo.

Qual o papel do fotojornalismo?

Não temos mais a exigência de cobrir acontecimentos, pois qualquer celular é mais rápido. O que achamos interessante é poder aprofundar o tema, seja do ponto de vista jornalístico como o da experimentação da linguagem. O mundo está mais complexo e a fotografia, mais do que oferecer respostas, pode estimular as pessoas a se questionarem. / S.P.

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