Coletânea mapea arte brasileira

Interando a série Espaços da Arte Brasileira, a editora Cosac & Naif lançou este mês mais seis livros. Nesta edição os homenageados são Marc Ferrez, Flávio de Carvalho, Vital Brasil, Joaquim Guedes, Sérgio Camargo e Vilanova Artigas. Todos foram coordenados pelo crítico de arte Rodrigo Naves, que pretende fazer um mapeamento da arte brasileira em edições independentes que no conjunto formam uma enciclopédia da atualidade. No total, a editora já lançou 11 volumes. No começo do ano foram homenageados cinco artistas: Alfredo Volpi (por Lorenzo Mammi), Dacosta (por Paulo Venancio Filho), Mestre Valentim (por Anna Maria Monteiro de Carvalho), Owvaldo Goeldi (por Rodrigo Naves) e o Neoconcretismo (por Ronaldo Brito). Para 2001 são esperados Burle Marx (por Vera Beatriz Siqueira), Franz Weissmann, por Sônia Salzstein, Jorge Guinle, (por Cristina Bach), Lucio Costa, ( por Guilherme Wisnik) e Mira Schendel, (por Maria Eduarda Marques). Cada livro custa R$ 41,00 Flávio de Carvalho - A vida e a obra do artista plástico, Flávio de Carvalho, foi diluída por Luiz Camillo Osorio. "Talvez o mais autêntico vanguardista brasileiro, cujo lugar na história da arte ainda não está sacramentado", disse o autor. Osório apresenta a atuação de Flávio de Carvalho (1899-1973) exerceu em todas as áreas do nosso modernismo a partir da década de 30. Um dos pioneiros da arquitetura moderna no país, sua presença nesse momento foi essencial para o processo de modernizaçào. "Independente do meio expressivo, ele busca exteriorizar emoções primitivas essenciais que teriam sido reprimidas pelo processo civilizatório". Vilanova Artigas - O arquiteto Vilanova Artigas (1915-1985) é considerado um dos mais importantes arquitetos modernos de São Paulo. Sua obra começou a chamar atenção a partir do início da década de 50, quando justamente a moderna arquitetura brasileira alcançava forte repercussão internacional.Vital Brasil - Formado no sistema Beaux-Arts, Vital Brazil (1900-1997) produziu uma obra vinculada à estética funcionalista e pautada pelo uso austero de inovações técnico-construtivas, destacando-se como um dos mais ortodoxos praticantes do racionalismo. Vital Brazil pertence ao grupo de arquitetos que iniciou sua atuação profissional nos anos 30 recusando a tendência dominante na cultura brasileira por uma arquitetura de cunho universal, livre de dogmas de tradição e afinada à condições sociais e técnicas de seu tempo, segundo afirma Roberto Conduru, responsável pela obra. Marc Ferrez - Marc Ferrez (1843-1823) foi um dos mais importantes fotógrafos da história da fotografia na virada do século 19. Maria Inez Turazzi faz um meticuloso estudo da obra fotográfica de Marc Ferrez, articulando o desenvolvimento técnico da fotografia no Brasil e na Europa com a trajetória do artista. Mais do que um estudo simplesmente centrado nas belas imagens de Ferrez, o livro também analisa documentos da época. ReproduçãoA cidade de Caraíba, na Bahia, foi um dos maiores projetos de Guedes. Ele criou calçadas com árvores e utilizou material de grande inércia térmica nas construções, por causa do calor intenso Joaquim Guedes - A arquiteta Mônica Junqueira de Camargo explica a poética das obras de Joaquim Guedes conhecido por usar recursos puramente arquitetônicos - linhas, planos, volumes, luz e transparência. Guedes, que também é urbanista e professor, tem mantido uma ativa participação nas questões urbanísticas brasileiras, desenvolvendo cerca de 30 estudos e propostas para inúmeras cidades. Sergio Camargo - No final da década de 80, o crítico de arte Ronaldo Brito publica um importante ensaio sobre a obra do escultor Sergio Camargo ( 1930-1990). Nele, Brito traçava o percurso da obra de Camargo, passando pelo relevos em madeira da década de 60, pelo mármore de carrara dos anos 80 e pelo negro belga, uma espécie de fóssil de cor negra, da década de 80.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.