Coleções apostam nas cores vivas na moda praia

Os desfiles de moda praia, ontem, no MorumbiFashion Brasil, estavam mais brasileiros do que nunca. Tudo evocava os trópicos e a brasilidade: as cores, a trilha sonora, as estampas, a modelagem e, é claro, nossa beldades: Gisele Bündchen e Shirley Mallman para a Cia. Marítma e Reynaldo Gianecchini para a Rygy. Carioquíssima, a Rygy, fez um desfile com modelagem bem pequena e cavada. A inspiração é uma releitura dos anos 80, com muito brilho nos materiais. Reynaldo Gianecchini fez duas entradas mas deixou o público feminino decepcionado. Não pela falta de beleza, mas porque apareceu todo vestido, de bermuda e camiseta, escondendo o corpo. O fundo da passarela, todo espelhado, anunciava o mote da coleção. Lurex, paetês e cristais deixaram os biquínis e maiôs mais sofisticados. As estampas de uniformes de jogadores de futebol, com números desenhados, apostam no vermelho, rosa e preto. Os modelos são esportivos com calcinhas mais altas e tops. A sofisticação entrou na passarelaPrimeiro nas estampas de estrelas, corações dourados, chapéus de caubói e formas geométricas. Em seguida, muito brilho. Mas não faltaram materiais esportivos. A Rygy transportou o urbano para o cenário da praia, usando o jeans como base para maiôs, tanguinhas e sutiãs cortininhas. Todos com aplicações de cristais coloridos formando triângulos, quadrados ou pontinhos nas peças. As tachinhas também estiveram presentes reforçando o revival dos anos 80, assim como as argolas aplicadas. Para anunciar a sequência das estampas camufladas, e das cores de terra, Gianecchini entrou vestindo uma camiseta estilo Exército e um bermudão de sarja caqui. A moda masculina foi seguida por sungas largas, com cintura baixa. Atraso - Na sequência, com duas horas e meia de atraso, a Cia. Marítma iniciou seu desfile e mostrou uma versão de donzelas do ano 2000 interpretadas sob o prisma dos anos 60. Ao fundo da passarela um cenário que lembrava uma casa de dois andares construída com moldes de acrílico coloridos. No Olimpo estava Gisele Bündchen e, nas laterais, as tops de sucesso Ana Claudia Michels e Mariana Weickert. Shirley Mallman também foi destaque. A modelo veio ao Brasil especialmente para desfilar para a grife. O tema era psicodélico com estampas gráficas e um ar de anos rebeldes. A primeira série de entradas mostrou estampas em cores como verde e azul de vários tons. A modelagem também era retrô, com biquínis de cintura baixa e maiôs recortados nas laterais e presos com uma argola no centro. Gisele, nesta série, apareceu com um biquíni verde e uma calça mole de cintura baixa estampada. E esta tendência segue nos outros looks: misturar partes lisas com estampadas e cores diferentes na mesma produção. Os lacinhos e desenhos de margaridas são típicos da época dourada. Nos seios, também há faixas e laçarotes na parte frontal. Os shorts de cintura baixa, as saias curtas com fendas complementam o composé. Há também biquínis com passantes, por onde entram cintinhos dourados. As borboletas são inspiração para a grife, que aposta nas estampas ou apliques de strass coloridos. O desfile foi editado por cores, começando com verde e azul, depois turquesa e rosa, terminando com os marrons e laranjas. As regatas vêm como complemento ideal para usar com os biquínis de cintura baixa. Nos acessórios, destaque para os óculos enormes com lentes coloridas.Talvez a melhor parte do desfile esteja nas peças em tons terra com bordado e brilho. Mas o que brilhou mesmo foi a beleza indiscutível de maior top do momento. Gisele finalizou a coleção vestindo um sunkini marrom e um top bordado com um desenho de borboleta laranja. Blue Man - O Brasil nas suas texturas, cores, estampas e músicas foi o grande tema do desfile da Blue Man, que finalizou o dia moda praia. Ana Claudia Michels abriu a coleção com um biquíni de strass, enquanto dois supostos garis vestidos com roupas de cor laranja, abriam as alas da passarela para a top. O chão imitava o calçadão da praia de Copacabana. Ao final do desfile, os garis deram um show a parte sambando na passarela ao fundo de um pano estirado escrito: "O Rio de Janeiro continua lindo". O rústico tomou conta dos modelos nos crochês, brocados, bordados de ponto de cruz, casa-de-abelha e bordados em ráfia. A arte das areias coloridas aparece nas estampas, como por exemplo na intitulada canoa quebrada - que homenageia as praias paradisíacas do Brasil. O contraponto desta simplicidade eram os metalizados em forma de quadrados, argolas e luas, que se encaixavam nos biquínis e pendiam das orelhas em metros de brincos. O ponto forte da coleção de David Azulay são as micro partes de baixo, que arrancaram aplausos no corpo de Gianni Albertoni. As texturas e relevos também são mote: há aplicações de margaridas e borboletas em tecido, assim como babados multicolores. Os maiôs aparecem com recortes laterais, deixando a cintura à mostra ou apenas com faixas cobrindo o seios. O jeans também ganhou vez. Nas laterais alcinhas de camurça ou cordões. A última sequência é a melhor. São inúmeras versões de bandeiras brasileiras estilizadas em maiôs e biquínis com strass.

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